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Por uma nova lei do petróleo, movimentos definem calendário de manifestações

Propostas incluem retomada do monopólio estatal do petróleo e aplicação dos resultados da exploração das jazidas prioritariamente em políticas públicas de saúde, educação, infraestrutura, pesquisa e segurança
por José Mombelle, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 26/05/2009 09h42
Propostas incluem retomada do monopólio estatal do petróleo e aplicação dos resultados da exploração das jazidas prioritariamente em políticas públicas de saúde, educação, infraestrutura, pesquisa e segurança

A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) fez reunião extraordinária na segunda-feira (25) com lideranças da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para organizar o calendário de lutas da campanha por uma nova lei do petróleo. Os ativistas defendem a retomada do monopólio estatal e a defesa da Petrobras pública e com compromisso social.

Um ato público foi realizado em frente à Câmara dos Vereadores de Recife. Nesta terça-feira (26), acontece manifestação em Natal (RN). Em 2 de junho, é a vez de Curitiba se manifestar. No dia seguinte, em Brasília, e no dia 11 em Manaus. Mobilizações em outras cidades ainda não têm data definida.

As entidades estão coletando assinaturas para um projeto de iniciativa popular que estabelece um novo marco regularótio para o petróleo. Para o coordenador da FUP, João Antonio de Moraes, o objetivo do PSDB e do Democratas com a instlação da CPI da Petrobras é tentar impedir que o Brasil tenha o controle sobre as imensas riquezas do Pré-Sal.

"É preciso mudar essa lei para estabelecer a soberania do país sobre essa imensa riqueza que pode significar a construção de um outro país", defende Moraes. "Entendemos a proposição de uma CPI para investigar a Petrobras agora, como uma pedra no caminho. A Petrobras hoje representa algum controle que o povo tem sobre essa riqueza. Paralisar a Petrobras pode significar deixar as multinacionais à vontade para explorar cada vez mais nosso petróleo."

Fazem parte da campanha o MST, a UNE, a centrais sindicais CGTB e CTB e diversas outras entidades ligadas à Coordenação dos Movimentos Sociais. Eles defendem que os resultados financeiros da exploração das jazidas, sejam aplicados num fundo destinado prioritariamente a políticas públicas de saúde, educação, infraestrutura, pesquisa e segurança.