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Texas pune alunos que se recusam a ser monitorados com microchip

Jovens e crianças 'rebeldes' são excluídos de atividades escolares e expulsos de centros de convivência
por Opera Mundi publicado 10/10/2012 16h34, última modificação 10/10/2012 17h00
Jovens e crianças 'rebeldes' são excluídos de atividades escolares e expulsos de centros de convivência

São Paulo – Desde o início do mês, alunos de duas escolas da cidade norte-americana de San Antonio, no Texas, Estados Unidos, estão sendo obrigados a usar um cartão de monitoramento durante suas aulas. Segundo os diretores das instituições, vigiar por onde andam os jovens ajudará a evitar a intensa evasão escolar que existe no Estado.

A ideia sofreu a oposição de boa parte dos alunos, que se recusam a andar pelos corredores da escola com o cartão em mãos. Muitos alegam que estão sofrendo pressão de inspetores e que acabam sendo excluídos de atividades escolares. Alguns relatam até mesmo terem sido expulsos de áreas de convivência como lanchonetes e bibliotecas apenas por estarem sem o crachá.

Andrea Hernandez, aluna do segundo ano do ensino médio na escola John Jay, alega que seus diretores ignoraram seus apelos para que a privacidade de seus colegas fosse respeitada. Ela também está impedida de participar de eleições escolares caso continue a se recusar a colaborar com o programa de monitoramento.

Após o questionamento de Andrea, seus pais receberam uma carta do vice-diretor Ray Galindo, exigindo que ela usasse o crachá. “Eu peço que os senhores aceitem essa solução para que o programa de formação de sua filha não seja afetado. Como foi discutido, haverá consequências para aqueles que se recusarem a empregarem os crachás.”

Caso o projeto seja bem-sucedido, os cartões serão fornecidos para 112 escolas e distribuídos entre cerca de 100 mil estudantes.

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