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Espanhóis prometem novas manifestações contra austeridade

Ápice dos protestos está previsto para a próxima terça-feira, quando Parlamento votará orçamento de 2013
por Do Opera Mundi publicado 16/10/2012 16h47, última modificação 16/10/2012 16h48
Ápice dos protestos está previsto para a próxima terça-feira, quando Parlamento votará orçamento de 2013

São Paulo – Três semanas após uma série de intensas manifestações contra o governo de Mariano Rajoy, novos protestos começam a ser organizados para os próximos dias, quando o orçamento de 2013 será votado na Espanha. O ápice das novas manifestações deve ocorrer na terça-feira (23), quando milhares de espanhóis pretendem “rodear o Parlamento local”.

“A cada quatro euros, um é destinado para o pagamento da dívida ilegítima, que é colocado como prioridade em relação a qualquer outro gasto social. O orçamento e a sua votação exemplificam o processo movido pelos verdadeiros donos do país: bancos, grandes milionários e poderes financeiros”, afirmam os organizadores dos protestos.

A convocação dos eventos foi cercada de cuidados, pois oito pessoas foram processadas como responsáveis pelos protestos do final de setembro.

Enquanto novos protestos contra o planejamento econômico de Rajoy são organizados, o Sindicato de Estudantes da Espanha começou hoje (16), respaldado pela Confederação Espanhola de Associações de Pais e Mães de Aluno, uma greve de três dias.

Dois milhões de estudantes foram convocados a aderir ao movimento, que faz críticas contra o aumento das taxas nas universidades, o corte de 3 bilhões de euros e a demissão de milhares de professores.

Outras iniciativas

Em meio à crise econômica europeia, a Cruz Vermelha organizou uma campanha de arrecadação de fundos para atender a 300 mil espanhóis em condição de “extrema vulnerabilidade”. O vídeo da iniciativa pode ser visto aqui.

É a primeira vez que a organização realiza um movimento para ajudar um país considerado desenvolvido.

Além das manifestações relacionadas a economia e educação, o governo de Rajoy também enfrenta a intensificação da busca por soberania de diversas comunidades, como a basca e a catalã.