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Caso Assange: OEA discute impasse entre Equador e Inglaterra

Fundador do WikiLeaks permanece 'morando' na Embaixada do país sul-americano, à espera de salvo-conduto para deixar Reino Unido
por Agência Brasil publicado , última modificação 24/08/2012 08h51
Fundador do WikiLeaks permanece 'morando' na Embaixada do país sul-americano, à espera de salvo-conduto para deixar Reino Unido

Brasília  - O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) discute hoje (24), em Washington, nos Estados Unidos, o impasse envolvendo o Equador e o Reino Unido devido às concessões de asilo político e salvo-conduto ao australiano Julian Assange, fundador do site WikiLeaks.  Na semana passada, quando foi apresentado o pedido para a realização da sessão, as delegações dos Estados Unidos, do Canadá e de Trinidad e Tobago votaram contra a proposta.

A reunião extraordinária da OEA foi convocada a pedido da delegação do Equador. Assange aguarda o salvo-conduto britânico para poder deixar o país. Mas o Reino Unido resiste a conceder a autorização. A sessão da OEA ocorre uma semana depois de a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) ter apoiado o Equador no impasse com o Reino Unido.

No dia 19, os representantes da Unasul aprovaram um documento pedindo a busca do diálogo e o respeito à Convenção de Viena, de 1961, que determina que as representações estrangeiras em um país são invioláveis. A referência foi uma indicação à condenação de quaisquer tentativas por parte dos britânicos de ingressar na Embaixada do Equador no Reino Unido, na qual Assange está abrigado.

Os chanceleres da Unasul se comprometeram a levar para a reunião de  hoje, em Washington, o documento aprovado pelo grupo no domigo passado. A delegação do Equador disse aguardar na OEA uma posição semelhante à expressa pela Unasul e a Aliança Bolivariana para as Américas (Alba).

Há mais de dois meses, Assange está na embaixada equatoriana em Londres. O Equador concedeu o asilo político, mas o Reino Unido insiste em extraditá-lo para a Suécia, onde é acusado de crimes sexuais. Assange só pode deixar o país se os britânicos concederem o salvo-conduto. Nos últimos dias, a polêmica aumentou com a possibilidade de policiais britânicos ocuparem a embaixada.