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Intransigência de governo golpista dificulta negociação da OEA em Honduras

por Redação publicado , última modificação 08/10/2009 11h15

Micheletti garante que eleição em novembro está garantida, a não ser que país seja invadido (Foto: Henry Romero/Reuters)

O presidente golpista de Honduras, Roberto Micheletti, frustrou as expectativas da delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA). Ele afirmou na quarta-feira (7) que só renuncia se Manuel Zelaya não retornar ao poder.

“Saímos todos daqui (Casa Presidencial). Não preciso voltar para o Congresso. Vou para casa. Mas, quando Manuel Zelaya propôs mudar a Constituição, ele automaticamente deixou de ser o presidente do país”, disse Micheletti em reunião com os membros da delegação da OEA, na Casa Presidencial.

A declaração contraria o item do Acordo de São José, proposto pela comunidade internacional, que prevê o retorno imediato de Zelaya à Presidência para pôr fim à crise em Honduras.

Ele disse ainda que haverá eleições presidenciais em novembro a menos "que nos invadam", durante um novo diálogo para tentar encerrar a crise política no país.

Após a afirmação de Micheletti, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, renovou o apelo para que os hondurenhos resolvam o impasse. “A comunidade internacional apoia qualquer decisão que seja aceita pelos dois lados”, disse.

Os países da OEA disseram que não reconhecerão o vencedor das eleições se antes o presidente deposto, Manuel Zelaya, não for restituído na Presidência de Honduras.

No entanto, o presidente deposto Manuel Zelaya não aceita qualquer possibilidade de entendimento que não envolva o seu retorno à Presidência de Honduras.

A delegação da OEA deve se reunir nesta quinta-feira (8) pela manhã na Embaixada do Brasil, que permanece cercada pelos militares.

Com informações da Reuters e da Agência Brasil