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Após novas críticas, Fifa volta a ser notícia

por Redação Carta Capital publicado 13/06/2011 13h27, última modificação 13/06/2011 13h29

Joseph Blattr, presidente da Fifa, envolto em suspeitas de corrupção (Foto:©Arnd Wiegmann/Reuters)

São Paulo - Ainda tentando se levantar da maior crise já enfrentada em sua história, a Fifa, entidade máxima do futebol, voltou ao noticiário nesta segunda-feira com aparentes novos inimigos declarados. Um, na Inglaterra; o outro, nas cidades que receberão jogos da Copa de 2014, no Brasil.

Pouco mais de duas semanas após a polêmica eleição que reconduziu Joseph Blatter à chefia da entidade, em meio aos protestos da Associação de Futebol (FA, na sigla em inglês), da Inglaterra, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, se posicionou publicamente sobre o pleito, que chamou de “farsa”. De acordo com a agência Reuters, Cameron afirmou que o órgão que dirige o futebol mundial nunca caiu num nível tão baixo.

Blatter foi reeleito para mais quatro anos de mandato na semana retrasada, após o único adversário ao posto, o chefe da federação asiática, Mohamed Bin Hammam, deixar a disputa após suspeita de corrupção em sua campanha. A FA, em guerra declarada à Fifa após perder a disputa para sediar a Copa de 2018, pedia o adiamento da eleição.

A escolha das sedes das Copas de 2018, na Rússia, e de 2022, no Catar, foi marcada por denúncias de corrupção. Dois membros do comitê executivo da Fifa foram suspensos após serem acusados de pedir dinheiro em troca de votos.

Cameron, agora, deixou clara a sua posição em relação à Fifa ao cobrar que os atuais mandatários do órgão provem “que são realmente capazes de fazer o trabalho para os quais são designados”.

No mesmo dia, o jornal Folha de S.Paulo trouxe como manchete a queixa de representantes de governos estaduais contra os lobbies feitos pela Fifa para que as 12 cidades-sede da Copa “cooperem” com as empresas patrocinadoras do órgão.

A reportagem mostra declarações feitas sob condição de anonimato e cópias de documentos que supostamente confirma o lobbie em favor de uma fabricante de brindes, uma empresa de energia solar e uma seguradora.

A Fifa se defendeu dizendo que a “oferta de parceiros” é apenas uma conduta padrão, apesar do constrangimento ressaltado pelos gestores das cidades-sede em atender aos pedidos do órgão máximo do futebol.

Edição: Fábio M. Michel