Negociação

Sem acordo, TRT vai julgar dissídio de trabalhadores da CPFL

Sindicato recusou proposta de reajuste feita pela empresa, mantida durante audiência de conciliação

Denis Simas/TRT15

Reajuste oferecido pela CPFL Energia não repõe perdas com a inflação e foi recusado pelos trabalhadores

São Paulo – Sem acordo entre sindicato e empresa, o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15) vai julgar em 10 de agosto o dissídio coletivo dos funcionários da CPFL PPGB representados pelo Sindicato dos Trabalhadores Energéticos do Estado de São Paulo (Sinergia CUT). O movimento envolve aproximadamente 4 mil funcionários das distribuidoras Paulista e Piratininga e das geradores Brasil e Geração, em Araraquara, Bauru e Campinas. A data-base é 1º de junho.

De acordo com o TRT, o presidente do órgão, desembargador Lorival Ferreira dos Santos, mediou mais de duas horas de negociação, ontem (27), mas as partes não aceitaram modificar suas propostas. A empresa ofereceu 9,32% de reajuste, com base na variação do INPC-IBGE nos 12 meses anteriores à data-base. Já os trabalhadores reivindicam 9,44%, tendo como referência o ICV-Dieese, além de 3% a título de aumento real, além de reajuste de 11,36% (mais um aumento real) nos vales alimentação e refeição.

Os trabalhadores chegaram a entrar em greve na manhã da última segunda-feira (25), mas o movimento foi suspenso às 17h daquele dia, após ser marcada a audiência de conciliação. “Para o Sinergia CUT, a CPFL PPBG tem condições financeiras de atender às reivindicações da categoria.  A prova disso é que a holding vem anunciando aos quatro ventos que estuda fazer aquisições no setor elétrico”, diz a entidade, que realizaria assembleias hoje. Eles devem manter estado de greve até o julgamento.


 


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