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Professores do Distrito Federal decidem pela manutenção da greve

Categoria chega ao 15º dia sem respostas do governo
por Redação da RBA publicado 27/03/2012 17h30, última modificação 27/03/2012 17h42
Categoria chega ao 15º dia sem respostas do governo

São Paulo – Os professores da rede pública do Distrito Federal decidiram em assembleia na manhã de hoje (27) continuar a greve, que já dura 15 dias. A categoria se reuniu em frente ao Palácio do Buriti, e um grupo chegou a ocupar a portaria por cerca de vinte minutos em protesto contra a falta de negociação. Os docentes pedem que o governador Agnelo Queiroz (PT) dê reajuste de 13,9%, previsto em acordo firmado em abril do ano passado.

Nas duas últimas reuniões entre governo e o Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF) após o início da greve, não foi dada nenhuma outra proposta de aumento ou respostas ao pedido de reestruturação nos planos de carreira, outra reivindicação da categoria. A justificativa dos representantes da administração distrital para a não concessão do reajuste é o risco de ultrapassar o valor estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) para este ano, contando com o orçamento já fechado. 

O Sinpro-DF declarou, em nota, que o governo está tentando "distorcer os fatos" na mídia ao falar sobre a nomeação de concursados e sugerir que os professores propõem a retirada de recursos de outras áreas para suprir o reajuste. "O que estamos apontando diante do impedimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) é que o governo utilize os recursos próprios para o custeio da máquina administrativa." A gestão de Agnelo Queiroz já admitiu que utiliza R$ 285 milhões do Fundo Constitucional do Distrito Federal para a manutenção das áreas de saúde, educação e segurança.

A próxima assembleia irá ocorrer no dia 3 de abril, às 9h30. Até a data, serão realizadas discussões regionais e um trabalho de conscientização nas escolas e nos atos públicos, como um protesto na sede da Secretaria de Educação na quinta-feira (29).

 

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