Pandemia

Coronavírus no mundo: 30 milhões de infectados, e 4,5 milhões estão no Brasil

País tem menos de 3% da população do mundo, e 15% dos casos de coronavírus. Europa volta a ver números crescerem e prepara novas medidas de isolamento

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Enquanto Brasil segue uma rota sem comando, a Europa se prepara para um novo impacto da covid-19 e articula o retorno do isolamento social mais forte

São Paulo – O Brasil registrou mais 858 mortos nesta sexta-feira e chegou a 135.793 vidas perdidas para a covid-19. Trata-se do segundo país no mundo com mais mortos, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Em relação ao número de infectados, o último período registrou acréscimo de 39.797 casos de contaminação pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, em março, 4.495.183 pessoas contraíram o vírus. Neste indicador, o Brasil é o terceiro pais mais afetado, atrás de Estados Unidos e Índia. O novo coronavírus já infectou 30 milhões de pessoas no mundo. O número de mortos está em 949 mil.

Coronavírus no mundo e a segunda onda

Os primeiros países atingidos pela pandemia conseguiram controlar de forma satisfatória o contágio. Através de rígidas medidas de isolamento social, primeiros epicentros como China, Japão e Coreia do Sul hoje possuem baixos índices de covid-19.

Já a Europa, que foi o segundo lugar de grande impacto da pandemia, vive um cenário diferente. Após o primeiro impacto – mais forte em especial, na Itália, Espanha e Reino Unido –, agora o continente se prepara para uma nova onda.

Depois de a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmar que a pandemia deve retornar com maior força no continente nos próximos meses, os países europeus já começam a adotar medidas de segurança.

“As taxas de transmissão seguem alarmantes”, informou a OMS. Na última semana, a Europa registrou mais de 54 mil novos casos em um único dia, taxa maior do que no pior momento até então. A Espanha, por exemplo, já vive mais de duas semanas com médias de novos casos quebrando recordes.

Diante dos novos recordes, a Espanha, França e Reino Unido já afirmaram que devem adotar novas medidas rígidas de isolamento social. O governo da Itália ainda não se manifestou.