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Lula vai a Brasília lutar por auxílio emergencial de R$ 600

Além da correção do valor, Lula quer estender o pagamento do benefício para todo o período de duração da pandemia

Ricardo Stuckert
Segundo o ex-presidente, com mais de 400 mil mortos pela pandemia, não é hora de discutir a sucessão presidencial

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Brasília nesta segunda-feira (3). Ao longo da semana, ele deve realizar encontros com líderes políticos e diplomatas. O ex-presidente deve articular com os partidos da oposição e lideranças do Congresso Nacional o aumento para R$ 600 no valor do auxílio-emergencial. Além do acréscimo nas parcelas, Lula também defende que o benefício deve ser estendido enquanto durar a pandemia. Pela Medida Provisória (MP) 1.039/2021, está previsto o pagamento de apenas quatro parcelas, com valores que vão de R$ 150 a R$ 375 mensais.

Desde o ano passado, o ex-presidente tem afirmado a necessidade de ampliar o gasto público para socorrer não apenas as famílias, mas também as micro e pequenas empresas em dificuldade por conta da pandemia. Para tanto, ele defende, inclusive, a emissão de moeda.

De acordo com a colunista do jornal O Globo Malu Gaspar, Lula quer utilizar o exemplo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. Em março, o democrata assinou um pacote emergencial de combate à pandemia com orçamento de US$ 1,9 trilhão. Na sequência, ele também anunciou um plano de ajuda às famílias de US$ 1,8 trilhão, e outro plano de investimento em infraestrutura com investimentos de 2,3 trilhões, ao longo de oito anos.

Com o aumento do desemprego e a retração da atividade econômica, o ex-presidente avalia que o aumento de gastos não implicaria em aumento da inflação. “Na visão do Lula, ter uma renda emergencial neste momento não vai afetar as finanças brasileiras. É possível e razoável fazer isso”, diz a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann à colunista.

Articulação

Segundo a jornalista, Lula “tem expressado a vontade de trabalhar pela frente ampla, prometendo dar força a alianças regionais do PT com aliados à esquerda e ao centro, e delineado uma agenda econômica para se contrapor ao governo de Jair Bolsonaro”. Ainda assim, o ex-presidente diz que, em função da pandemia, não é hora de tratar da corrida eleitoral do ano que vem.

Parlamentares petistas também destacaram as movimentações do ex-presidente em Brasília. Para o deputado federal Elvino Bohn Gass (PT-RS), líder do partido, Lula “não se conforma com a volta da fome” no Brasil. De acordo com o deputado José Guimarães, líder da Minoria na Câmara, as lutas pelo emprego e pelas vacinas também serão temas dos encontros de Lula.

Confira as manifestações