Eleições 2020

Ao votar em Marinho, em São Bernardo, Lula projeta eleição ‘histórica’ e PT fortalecido

Para ex-presidente Lula, PT deve recuperar parte de cidades perdidas. Legenda foi a mais buscada no Google e está otimista em 38 das 96 maiores cidades

Ricardo Stuckert
Lula e o PT: partido projeta candidatos em 38 das 96 maiores cidades

São Paulo – Para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as eleições deste ano serão históricas para o PT. Segundo Lula, o partido deve recuperar terreno e garantir o comando de novas cidades. Ao deixar a seção eleitoral, neste domingo (15), em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Lula projetou que o “PT sairá fortalecido, até marcando uma posição muito forte contra aqueles que apostaram no fim do PT”. É a primeira eleição depois da ascensão da extrema direita em 2018. E ontem, de acordo com o Congresso em Foco, o PT foi a legenda com maior número de menções do Google Trends junto à palavra “candidato”, com 36% das buscas – seguido por Psol (15%) e Novo (14%).

O partido faz ainda uma projeção nas 96 maiores do cidades do país. Em 10 delas está à frente das pesquisas e em outras 28 tem candidatos competitivos. Trata-se de um universo de 56 milhões de eleitores.

Nas eleições municipais de 2016, após o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, o partido caiu de 638 vitórias, em 2012, para 254. Mas a expectativa é que a sigla volte com maior força neste ano. Ao jornal Valor Econômico, nesta semana, o cientista político Antonio Lavareda, também projetou que o PT deve ter um desempenho superior há quatro anos, garantindo ainda sete cidades com o maior eleitorado do país. De acordo com o pesquisador, o partido dos Trabalhadores conquistará cerca de 7% de total de municípios, um aumento de até 150 prefeituras.

Legado e lições para 2022

Para o ex-presidente Lula, isso se deve ao que chamou de “oportunidade” de o PT “fazer uma campanha, não apenas com o discurso de pedir voto, mas mostrando duas coisas fundamentais”. “Primeiro, o legado do PT nas cidades em que governou. O legado do PT no país. E, ainda, fazer uma proposta fazendo críticas a esse desgoverno que está aí que é o Bolsonaro, que é possivelmente o maior desastre político da história desse país”, destacou Lula. 

Apoiador da eleição de Luiz Marinho (PT), que foi prefeito de São Bernardo entre 2009 e 2016, o ex-presidente aproveitou para saudar o candidato. “Em 20 anos, os prefeitos de São Bernardo não fizeram o que Marinho fez pela cidade”. .

Lula também foi questionado sobre o encontro da presidenta do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-RS), com o candidato Jilmar Tatto, que disputa as eleições em São Paulo. Nesta terça, Gleisi se reuniu com Tatto para discutir a possibilidade do apoio do petista a Guilherme Boulos (Psol), que se recusou a desistir da candidatura.

“Gleisi cumpriu seu papel de presidenta do partido, ou seja, ela foi demandada e fez o que deveria fazer como presidente, procurou o candidato. E, segundo as informações ,ela disse ao candidato que a escolha era dele, ninguém poderia dizer o que ele deveria fazer. O Marinho participou da conversa com ela, e o candidato (Tatto) disse que continuaria. E isso era somente ele que podia falar. Eu acho que foi um atitude correta dela, de procurar o partido para discutir isso. E eu acho que foi uma atitude soberana dele, de dizer que não ia retirar a candidatura”, apontou Lula.

Ciro

Antes de encerrar a entrevista coletiva, o ex-presidente também comentou sobre sua reunião com Ciro Gomes, do PDT, em setembro. Lula ressaltou que foi uma “conversa civilizada”, apesar dos “pontos de vista divergentes”. E que o encontro visava a uma “política de respeito mútuo entre os partidos para que a “gente possa trabalhar por um candidato progressista que possa ganhar” em 2022. Segundo Lula, o objetivo em 2022 terá de ser “varrer do mapa político desse país esse genocida liderado por milicianos, que governa o Brasil”.



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