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Auxílio emergencial: internautas criticam corte e pedem #600peloBrasil

Hashtag que defende a manutenção do valor integral ficou em primeiro lugar entre os termos mais comentados do Twitter, logo após Bolsonaro anunciar corte de 50% nas próximas parcelas

Marcos Corrêa/PR
Bolsonaro e Paulo Guedes anunciaram a prorrogação do auxílio, mas com parcelas de R$ 300

São Paulo – A redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 vem causando uma onda de críticas ao governo Bolsonaro nas redes sociais. No Twitter, a hashtag #600peloBrasil, que reivindica a manutenção do valor integral do benefício, alcançou o primeiro lugar, na manhã desta terça-feira (1º) entre os termos mais comentados no Brasil.

Mais cedo, o presidente Jair Bolsonaro anunciou a prorrogação do auxílio para os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Mas com a parcela menor. Ele esteve acompanhado do ministro da Economia, Paulo Guedes, e de parlamentares da base do governo.

Entretanto, ao longo da manhã, foram mais de 150 mil menções contrárias ao corte.

Em contraposição ao corte no benefício, os internautas destacaram, por exemplo, a inflação dos preços dos alimentos. Com a redução do valor, principalmente as famílias lideradas por mulheres ficarão com a sobrevivência em risco. Com valor menor, as pessoas devem, ainda, reduzir o isolamento, podendo acarretar no aumento da transmissão da covid-19.

Além disso, citaram as filas e dificuldades para sacar o auxílio emergencial. Os usuários destacaram, da mesma forma, gastos do governo que poderiam ser cortados, para garantir o pagamento integral do auxílio.

No Congresso

Já os parlamentares da oposição, por outro lado, lembraram que, no início da pandemia, o valor do auxílio proposto pela equipe econômica do governo era de apenas R$ 200. Mas foi o esforço do próprio Congresso Nacional que garantiu o valor de R$ 600. Para reduzir o valor do auxílio, a proposta deverá ser votada pelos deputados e senadores. A oposição vai trabalhar para restituir o valor original do benefício.

Ademais, os parlamentares também citaram os R$ 325 bilhões do lucro das reservais cambiais que foram destinados para o pagamento da dívida pública, em vez de utilizar no socorro às famílias.

Confira as principais reações