Polêmicas

Paim: votar a reforma da Previdência este ano é misto de traição e covardia

Senador do PT-RS, diverge sobre os acenos de Bolsonaro à aprovação da medida ainda neste governo de transição e considera que, apesar do conservadorismo, parlamentares não devem aderir a propostas

Jane Araújo Ag. Senado/Reprodução
Paulo Paim

Senador, no entanto, não acredita que reforma seja aprovada por este ou pelo próximo Congresso pelas polêmicas do projeto

São Paulo – A urgência pela aprovação da reforma da previdência ainda nesta fase transitória com o governo de Michel Temer (MDB), como vêm sinalizando o Presidente da República eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e sua equipe econômica, sob o comando de Paulo Guedes, revelam, para o senador reeleito pelo PT no Rio Grande do Sul (RS) Paulo Paim, “um misto de traição e covardia”.

“Os parlamentares que foram para campanha não tiveram coragem de enfrentar esse debate antes do processo eleitoral. Também não disseram que, terminadas as eleições, iriam querer votar a reforma da Previdência”, contesta o senador, em entrevista ao jornalista Rafael Garcia, da Rádio Brasil Atual.

De acordo com Paulo Paim, pelo pouco tempo, cerca de um mês, para que se faça o debate e a votação de forma apropriada de um projeto considerado polêmico e impopular, seria uma “irresponsabilidade” votar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 qu tramita no Congresso e estabelece, por exemplo, como tempo mínimo de contribuição para o recebimento da aposentadoria integral, 40 anos, ante os atuais 30 anos para as mulheres e 35 anos para homens, previstos hoje na Constituição, e aumenta a idade mínima para 62 anos e 65 anos, respectivamente.

“Assuma essa responsabilidade no governo eleito”, sugere o senador a Bolsonaro. Paim acredita, apesar das pressões para que se avance com a matéria, que a PEC não terá êxito, mesmo diante de um Congresso mais conservador.

Ouça a entrevista na íntegra: