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a cara do golpe

Campanha pede boicote, e Americanas retira camisetas anti-Lula e pró-Bolsonaro

Controlada pelo homem mais rico do Brasil, Jorge Paulo Lemann, rede comercializou camisetas em defesa do candidato de extrema-direita Jair Bolsonaro. Peças já foram retiradas de circulação, informa loja
Publicado por Redação RBA
16:48
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reprodução/facebook
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Internautas reagiram com mensagens nas redes sociais

São Paulo – A rede Lojas Americanas, gigante do varejo no Brasil, anunciou em sua área de comércio on-line camisetas com conteúdo de apoio ao candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL). Expôs também modelos que atacam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), favorito nas pesquisas. Em resposta, internautas começaram a pregar boicote à rede.

Após a reação negativa – as camisetas expunham expressão política e estimulavam ódio e preconceito –, a loja anunciou a retirada dos produtos de circulação. “A companhia desautoriza a venda de qualquer material de campanha política. Os produtos foram retirados dos sites e os sellers suspensos.” De fato, não foi a rede a responsável pela produção das peças, ela funciona como uma revendedora para diferentes anunciantes, os sellers.

Uma das peças remetia à ideia de Bolsonaro como um agente de contracultura, mesmo sendo defensor de ideais de extrema direita, e atuando ele, e boa parte de sua família, há anos na política tradicional. “Deus acima de todos, Brasil acima de tudo”, diz um slogan estampado. Outras apresentam Bolsonaro como uma espécie de “divindade”, ou “mito”, como defendem seus seguidores.

A rede é controlada pelo empresário Jorge Paulo Lemann, o homem mais rico do Brasil. Ele defendeu o golpe contra a presidente eleita em 2014, Dilma Rousseff (PT), e participa de iniciativas de “renovação” da política a partir de ideias defendidas pelo mercado. Ironicamente, as teses neoliberais hegemônicas, que privilegiam interesses privados em detrimento dos públicos.

Lemann chegou, inclusive, a patrocinar eventos de movimentos ultraconservadores que vêm se infiltrando na política, como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua – famosos pela propagação de fake news e de campanhas de ódio. Ambos se diziam apolíticos e agora apresentam candidatos nas eleições deste ano.