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‘Governo do Rio tem que prestar contas sobre o assassinato de Marielle’, diz Lula

Manuela d'Ávila, Ciro Gomes e Guilherme Boulos, também pré-candidatos à Presidência da República, prestaram suas homenagens à vereadora assassinada no Rio de Janeiro

MÍDIA NINJA
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Vereadora do Psol, de 38 anos, foi morta na noite desta quarta (14). Manifestantes prestam homenagem na Câmara Municipal

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou o assassinato vereadora Marielle Franco (Psol-RJ) e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes. “É abominável isso. Todos nós temos que protestar duramente e exigir que o governo do Rio de Janeiro e as Forças Armadas prestem contas à sociedade. Já que não podem devolver a vida de Marielle, devem mostrar os culpados pela chacina”, disse em entrevista à Rádio Metrópole de Salvador, nesta quinta-feira (15).

A vereadora, de 38 anos, foi morta na noite dessa quarta-feira (14). Há indícios de que a execução da parlamentar, a quinta mais votada nas eleições de 2016, possa ter relação com a sua atuação nos bairros periféricos da cidade e também com as denúncias que fez sobre a violência policial em Acari (zona norte do Rio), especificamente, na última semana.

Outros presidenciáveis se manifestaram sobre o caso. O pré-candidato pelo Psol, Guilherme Boulos, disse que não há dúvidas de que foi execução. “Marielle fazia da denúncia a execuções como essa o centro da sua valorosa militância. Precisamos seguir seu exemplo e lutar por justiça até as últimas consequências. Não podemos nos acovardar. Devemos nos encher de coragem para levar adiante a luta dela, a nossa luta. Exigimos justiça! Não descansaremos enquanto não tivermos a resposta de: Quem matou Marielle?”, publicou no Twitter.

Já Manuela d’Ávila, pré-candidata do PCdoB, diz que o crime é aterrorizante e tem por objetivo “intimidar, enfraquecer e silenciar o movimento negro”. “Mas luto é verbo para nós. A derrubada de uma é o levante de mais gente, mais consciência, mais vontade e ação de alterar as estruturas de poder e por fim à opressão”, disse.

Ciro Gomes, pré-candidato pelo PDT, também prestou solidariedade por meio das redes sociais. “Esta é uma situação grave que deve ser apurada rapidamente e com profundidade. Sua luta por um Brasil mais justo e contra a discriminação deve ser empunhada por ainda mais brasileiras e brasileiros.”