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Lula: ‘Objetivo deles é evitar 2018. Isso mexe comigo, me dá cócegas’

Ex-presidente falou, ontem no Rio, que 'mexe' com ele saber que o impeachment de Dilma foi uma forma de tentar evitar que o PT continuasse no poder, a partir de 2018, com sua eventual candidatura
Publicado por Brasil 247
10:42
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Ricardo Stuckert/ Instituto Lula/fotos públicas
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‘Temer é um constitucionalista. Ele sabe que não poderia ter golpe contra a Dilma’, disse Lula

Brasil 247 – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “mexe” com ele saber que o impeachment da presidente Dilma Rousseff foi uma forma de tentar evitar que o PT continuasse no poder, a partir de 2018, com uma eventual nova candidatura dele a presidente. A declaração foi feita na noite de ontem (2), no Rio de Janeiro, em lançamento do observatório criado para acompanhar os processos judiciais contra Lula. A ideia de um grupo de intelectuais é defendê-lo do “processo de deslegitimização”.

“Estão criminalizando o PT e já vimos isso no Brasil e no mundo. Temer é um constitucionalista. Ele sabe que não poderia ter golpe contra a Dilma. Era necessário acabar com a trajetória do PT. Porque se a Dilma conclui o mandato, se vem Lula, vão fazer os 20 anos de governo com que os tucanos sonhavam. Então, precisa acabar (o PT). ‘Roubar o mandato dela e deixar esse Lula voltar a ser presidente é demais’. O objetivo deles é evitar 2018. E é isso que mexe comigo. Que me dá cócegas”, disse Lula.

O ex-presidente citou dados de pesquisa sobre preferência partidária, que deixa o PT com 13%, à frente de partidos como PSDB e PMDB. “Para vocês terem uma ideia, quando cheguei à presidência, em 2002, o PT tinha 11% de preferência nacional. Quando entreguei para Dilma, em 2011, tinha 36%”, disse Lula, ressaltando que esse índice não havia sido alcançado “nunca antes na história desse país”. “O PT apanha desde 2005 de chicote, de corrente. Ainda assim, tem 13%. Ainda que moribundo, no pelourinho, o PT ainda tem mais preferência do que os dois partidos da elite”, ressaltou.

Lula discursou para uma plateia formada pela cantora Beth Carvalho, o escritor Fernando Morais, políticos como o senador Lindbergh Farias (PT) e o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), entre outros.