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Em Diadema, Lula pede votos para petista e diz que será 'fiscal' da gestão

Mário Reali (PT), candidato à reeleição, reconhece 'problemas' na administração e promete 'melhorar'; seu adversário, Lauro Michels (PV), lidera pesquisas
por ABCD Maior publicado 22/10/2012 09h01, última modificação 22/10/2012 12h23
Mário Reali (PT), candidato à reeleição, reconhece 'problemas' na administração e promete 'melhorar'; seu adversário, Lauro Michels (PV), lidera pesquisas

Diadema – Em carreata em prol do candidato à reeleição em Diadema, Mário Reali (PT), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem (21) que o candidato Lauro Michels (PV) representa para Diadema a mesma ameaça que Collor apresentou para o Brasil em 1989. Em discurso pelos bairros Eldorado e Serraria, Lula reconheceu as falhas da atual gestão petista no município e afirmou que fiscalizará pessoalmente o trabalho de Reali no comando da prefeitura, caso seja reeleito no próximo domingo.

“Em 89, o povo quis votar no novo, que era o Collor. Agora vemos em Diadema a mesma fantasia, não podemos trocar o certo pelo duvidoso. Mais vale um passarinho na mão do que dois voando. Temos que votar em quem tem história. Se algum companheiro não está fazendo o que tem que fazer, temos que cobrar. Mas o que não pode é deixar alguém que não administra nem a cozinha de casa ser prefeito”, disparou. 

Frente a uma multidão de militantes, Lula afirmou ainda que acompanhará um eventual segundo mandato de Reali de perto. “Tem coisa para consertar. É igual na casa da gente quando alguém comete um erro, temos que consertar e não trocar de família. Agora vou ser o fiscal do Mário. Se ele não andar na linha, vou dar bronca. Essa semana vamos fazer igual o Corinthians fez na Libertadores”, disse, referindo-se à conquista da equipe no campeonato deste ano.

Reali também reconheceu as falhas e motivou a militância durante sua fala. “Tivemos problemas, todos sabem disso. Mas recebemos o recado das urnas e dessa vez nosso governo será muito melhor”, afirmou. Os ministros Alexandre Padilha, da Saúde, e Aloizio Mercadante, da Educação, também marcaram presença.

A questão do fim da integração gratuita nos terminais foi bastante criticada pelos petistas. “A diferença entre os candidatos é que o Mário tem o apoio do Lula e o adversário tem o apoio do governador da catraca”, afirmou o deputado federal e ex-prefeito José de Filippi Junior, ao comentar o posicionamento do governo estadual de não custear a baldeação gratuita entre os terminais. 

Militâncias entram em conflito

Alguns militantes do PV tumultuaram a caminhada na região do Jardim Inamar. Lula pediu calma aos jovens, que portavam bandeiras do PV. Alterada, uma das militantes chegou a dar uma bandeirada na cabeça de um militante petista que estava de costas para a verde. O conflito foi controlado.  

Reali se reúne com Dilma

O candidato à reeleição aproveitou a visita da presidente Dilma Rousseff a São Paulo para um encontro com a chefe da Nação. O petista foi ao comício do candidato à prefeitura paulista, Fernando Haddad (PT) para uma rápida reunião com Dilma. A possibilidade de vinda da presidente para a campanha, no entanto, é remota.