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Silêncio na CPI evidencia pacto entre membros da quadrilha, afirma relator

por jpsoares publicado , última modificação 23/08/2012 13h42

Odair Cunha dá como evidente a conexão entre o ex-funcionário do governo Perillo e a quadrilha de Cachoeira (Foto: Alexandra Martins. Agência Câmara)

Brasília – O silêncio dos dois convocados para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista que investiga as relações criminosas de Carlinhos Cachoeira evidencia o “pacto” e a “clara unidade de defesa” dos acusados de integrar a quadrilha comandada pelo contraventor goiano. A análise é do relator Odair Cunha (PT-MG), que lamentou o comportamento dos depoentes de ontem (22) na comissão.

Amparados por habeas corpus, Aredes Correia Pires, ex-corregedor-geral da Secretaria de Segurança Pública de Goiás, e Jayme Rincón, atual presidente da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop), limitaram-se a dizer que foram instruídos por advogados a não responder a qualquer indagação e foram rapidamente dispensados. 

Para o relator, no entanto, há evidências da relação de Aredes Pires com a organização de Cachoeira. "É evidente que Aredes Pires colaborou de forma sistemática com a organização criminosa. Tinha aparelho Nextel, dialogava permanentemente com Carlos Cachoeira e vazou informações de dentro da cúpula de segurança de Goiás", afirmou o deputado, com base nas escutas telefônicas e em dados de quebras de sigilos do acusado.

Em relação a Jayme Rincón, Odair Cunha chamou atenção para a apreensão feita pela Polícia Federal do computador de Vladimir Garcez. Na máquina, segundo o relator, estavam arquivos com minutas de editais de licitações a serem realizadas pela Agetop.

"São questões que precisam ser esclarecidas. Vladimir Garcez era um braço político da organização criminosa e se encontrava sistematicamente com Jayme Rincón", afirmou o relator, que destacou ainda a suspeita de favorecimento da empreiteira Delta em outras licitações da agência goiana.

A próxima reunião da CPI está marcada para terça-feira (28). Os convocados são o ex-diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, e o empresário Adir Assad. No dia 29, será a vez de de Paulo  Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa no governo José Serra (PSDB) em São Paulo.

Com informações da Agência Senado.