Você está aqui: Página Inicial / Política / 2011 / 08 / MST ocupa Ministério da Fazenda e pede pressa na reforma agrária

MST ocupa Ministério da Fazenda e pede pressa na reforma agrária

por Redação publicado 23/08/2011 09h45, última modificação 23/08/2011 09h47

Trabalhadores rurais sem terra ocupam sede da Fazenda em Brasília, em ato para pressionar governo a acelerar a reforma agrária (Foto: Wilson Dias/ABr)

Brasília – Cerca de 4 mil trabalhadores sem terra ocuparam no começo da manhã desta terça-feira (23) o Ministério da Fazenda, em Brasília. Os agricultores saíram em marcha do Estádio Nilson Nelson, no centro da cidade, em direção ao ministério. Eles reivindicam que o governo acelere a reforma agrária e dê prioridade aos agricultores atingidos por barragens, enchentes e tempestades.

Os 2,5 mil funcionários que trabalham na sede do Ministério da Fazenda e no prédio anexo, onde ficam unidades do Tesouro Nacional e da Receita Federal, não conseguem ter acesso a esses locais. Alguns servidores relataram que foram dispensados pela chefia.

Os manifestantes pretendem ser recebidos ainda nesta terça pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para pedir a destinação de verbas do Orçamentos para a reforma agrária.

Mantega, que participa às 10h de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, deverá ir direto para o Congresso, sem passar pelo ministério, de acordo com assessores da pasta. 

Jornada

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) quer uma resposta à questão das dívidas dos pequenos agricultores, avaliadas em cerca de R$ 30 bilhões. Também cobra o fim da previsão de corte de aproximadamente R$ 65 milhões nos investimentos em reforma agrária no país este ano. Os trabalhadores estão acampados em Brasília desde a segunda (22), e o mesmo movimento é realizado em mais 22 estados.

As informações são da assessoria de imprensa do MST. Não há previsão sobre o tempo que os trabalhadores ficarão no Ministério da Fazenda, mas a expectativa, segundo a assessoria, é que passem o dia no local.

Com informações da Agência Brasil