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Deputados do PR e do PCdoB se unem à oposição por CPI

por raoniscan publicado , última modificação 17/08/2011 19h07

São Paulo – O grupo de deputados que forma a oposição no Congresso Nacional lançaram, nesta quarta-feira (17), a campanha “CPI da Corrupção, eu apoio”, como forma de pressionar parlamentares e reunir as 171 assinaturas necessárias para se instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigue as recentes denúncias de corrupção nos ministérios publicadas pela mídia.

A lista de deputados que já assinaram favoravelmente à criação da CPI é majoritariamente composta por parlamentares do PSDB, DEM e PPS, no entanto o que chama a atenção são cinco nomes do PR e um do PCdoB apoiando a iniciativa. São eles, Ronaldo Fonseca (DF), Giroto (MS), Homero Pereira (MT), Anthony Garotinho (RJ), Liliam Sá (RJ), todos do Partido da República, além do Delegado Protógenes (PcdoB-SP) que também assinou em favor da investigação.

A faxina feita pela presidenta Dilma Rousseff na cúpula do Ministério dos Transportes, em junho e julho passados, irritou os congressistas do PR, que se rebelaram contra a presidenta, deixaram a base aliada e passaram a se declarar independentes.

Um dos apoiadores da CPI, deputado Giroto (PR-MS), disse não temer a possibilidade de uma investigação afetar colegas do mesmo partido. "Pode ser que o for, na verdade o que a população espera de nós, parlamentares, é uma atuação correta, e que aumente a transparência", explicou o parlamentar.

Giroto ainda desafiou os demais membros do PR. "Quem cerceia uma investigação é porque esconde alguma coisa", disparou o deputado, que confirmou o PR na base de apoio à presidenta Dilma Rousseff, mas de forma independente. Ele ainda reclamou que as decisões tomadas por Dilma, no episódio das demissões no Ministério dos Transportes "não tiveram equilíbrio e nem passaram por uma fase de apuração".

Além do Ministério dos Transportes, a CPI deve apurar as atividades dos Ministério da Agricultura e do Turismo, ambos chefiados pelos peemedebistas Wagner Rossi e Pedro Novais, respectivamente. Rossi tem como padrinho político o vice-presidente Michel Temer. Novais, por sua vez, acumula uma longa relação política com o presidente do Senado, José Sarney. Dilma não trocou o comando dessas pastas, o que pode ser visto como uma tentativa de não aumentar o atrito com o maior partido da base governista.

Essa é segunda tentativa de instalação de uma CPI para investigar irregularidades em ministérios.