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Centrais sindicais entregam a Mercadante plataforma dos trabalhadores para SP

por jessicasouza publicado , última modificação 02/09/2010 11h00

Mercadante discursa em encontro com Centrais Sindicais(Foto: Eduardo Ogata)

São Paulo - Em evento com cerca de cinco mil representantes de cinco centrais sindicais, o candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante recebeu na manhã desta quinta-feira (2) um documento com as principais reivindicações da classe trabalhadora no estado. O encontro foi organizado no salão social do tradicional clube Juventus, na Mooca, zona leste da capital.

Em entrevista à Rede Brasil Atual antes do início das manifestações, Artur Henrique da Silva, presidente da CUT, explicou por que as centrais dispensam a possibilidade de organizar um encontro semelhante com o candidato Geraldo Alckmin (PSDB). "Em 16 anos de governos tucanos em São Paulo, eles jamais dialogaram com os sindicatos e com as centrais de trabalhadores, além de desrespeitarem e reprimirem os movimentos sociais", disse.

O dirigente porém, afirmou que a plataforma da classe trabalhadora deverá ser entregue também para outros candidatos, "aqueles que se comprometerem com as reivindicações dos trabalhadores."

O documento elaborado em conjunto por CUT, CTB, NCST, UGT e  CGTB - e entregue ao candidato por Adi dos Santos, presidente da CUT-São Paulo - agrega as ideias que as centrais defendem sobre educaçao, saúde, emprego, segurança, sustentatibilidade e assuntos interessam os trabalhadores.

Mercandante abriu seu discurso invocando as conquistas do governo Lula: "Lula deu ao trabalhador o direito de sustentar sua família com o suor do seu salário", referindo-se à valorização do poder de compra e à inclusão social e econômica de grande parte da população.

Sobre um eventual governo seu, o candidato petista voltou a frisar o alto custo dos pedágios nas estradas paulistas e prometeu "acabar com os abusos." Voltou a criticar a educação da rede pública estadual e o sistema de aprovação automática dos estudantes do ensino médio. "Ela (a aprovação automática) assassina o futuro profissional dos alunos." Em seguida, prometeu ser "o governador da educação."

Após o encontro, questionado pela imprensa, Mercadante afirmou que os filhos não devem ser "tocados na disputa política". O candidato do PT se referia à suposta violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do presidenciável José Serra (PSDB).

"No caso específico da Verônica, quando houve a menção ao nome dela no âmbito do Senado Federal, eu fui o primeiro a subir na tribuna e dizer que é inaceitável os filhos terem de explicar a vida dos pais. E eles não podem ser tocados na disputa política", disse.

O candidato comentou ainda que nesse momento, em que há um crescimento nas intenções  de voto, é preciso não perder o foco. "Campanha é emoção e (esse assunto) vai estar presente. O ponto é não perder o foco. O foco é que são dois projetos para o Brasil. O Brasil conhece os dois: 8 anos de Fernando Henrique Cardoso e 8 anos de Lula".

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