diplomática

Dilma pede consenso e estabilidade para resolver conflitos na Venezuela

Em viagem ao Chile, presidenta explica comissão que discutirá problema venezuelano e comenta ausência de Maduro na posse de Michelle Bachelet

Roberto Stuckert Filho / PR
ETO3461-Editar.jpg

Dilma cumprimenta atletas brasileiras no Chile, antes de participar de posse de Bachelet

São Paulo – Em passagem pelo Chile para participar da posse de Michelle Bachelet, que assume a presidência do país andino, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (11) que a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) formará uma comissão para acompanhar a situação da Venezuela e avaliou a ausência do presidente venezuelano Nicolás Maduro no evento.

Maduro havia confirmado presença, mas cancelou a participação após declarações do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que representa Barack Obama na cerimônia. O estadunidense comentou no domingo (9), numa entrevista ao jornal chileno El Mercúrio, que a situação na Venezuela é “alarmante” e que “existe um caminho melhor” para o país.

Os conflitos na Venezuela serão debatidos por chanceleres amanhã (12) na cidade de Santiago, capital chilena. “Os ministros vão criar uma comissão, que pode ser com representantes de todos os países que participarão do encontro, e fazer a interlocução pela construção de um ambiente de acordo, de consenso, de estabilidade”, disse a presidenta, em entrevista antes de se reunir com Bachelet.

Sobre a ausência de Maduro, Dilma avaliou que não causará impacto na reunião. “Serão os chanceleres e não os presidentes [que irão discutir o assunto]. É um momento de posse, estamos comemorando a posse dela. É mais correto que sejam os chanceleres a fazer a reunião”, acrescentou.

Perguntada se acreditava que a ordem democrática seria obedecida na Venezuela, Dilma comparou a situação à do Paraguai, que sofreu sanções do Mercosul por causa da deposição de Fernando Lugo, em 2012, após sumário processo de impeachment. “Sempre vamos procurar a manutenção da ordem democrática. Vocês vejam que, quando foi o caso do presidente Lugo, houve um momento de stress, hoje perfeitamente superado com a perfeita inclusão do novo presidente, eleito democraticamente, Horácio Cartes, que inclusive será, pelo rodízio, o novo presidente do Mercosul”, declarou.

Com informações da Agência Brasil

Leia também

Últimas notícias