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Obama continuará governando com Senado democrata e Câmara republicana

por Redação da RBA publicado 07/11/2012 11h21, última modificação 07/11/2012 11h36

Autoridade Nacional Palestina pede que Obama prossiga nos esforços para buscar paz no Oriente Médio (Foto: Shawn Thew/Lusa/ABr)

São Paulo – Sem mudanças na estrutura atual, o Senado norte-americano terá maioria de integrantes do Partido Democrata, do presidente reeleito Barack Obama, e a Câmara dos Representantes deverá ficar com maioria do Partido Republicano, que faz oposição ao presidente. É o que indicam as principais previsões sobre os resultados da eleição encerradas ontem (6), nos Estados Unidos.

Um terço dos 100 lugares do Senado estava em disputa. Pelas projeções, 23 novos parlamentares do Partido Democrata e dez do Partido Republicano devem assumir as cadeiras. As previsões mostram ainda que os republicanos devem manter o controle sobre os 435 lugares da Câmara dos Representantes. 

Na prática o cenário do Parlamento não muda, mantendo o Senado com os democratas e a Câmara com os republicanos.

Obama foi reeleito ontem para mais quatro anos para a Presidência dos Estados Unidos. Ele obteve a maioria dos votos nos maiores colégios eleitorais do país, nos dez principais estados norte-americanos. No seu discurso de vitória, Obama disse que “o melhor está por vir”.

Felicitações e expectativas

Líderes políticos mundiais parabenizaram Barack Obama pela reeleiçã. A maioria dos cumprimentos ocorreu em telefonemas e mensagens na internet, por meio da rede social Twitter. Houve também comunicados oficiais na imprensa. 

A União Europeia divulgou nota parabenizando Obama e dizendo que norte-americanos e europeus trabalharão juntos na busca por soluções para os desafios globais. O texto, assinado pelos presidentes da União Europeia, Herman Van Rompuy, e da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, menciona a necessidade de a Europa e os Estados Unidos "reforçarem suas relações bilaterais" e "enfrentarem juntos os desafios globais".

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, também enviou mensagem a Obama por intermédio de nota oficial. No texto, ele diz que os esforços conjuntos focar em "acabar com o derramamento de sangue na Síria, voltar a por no caminho o processo de paz no Oriente Médio, promover o desenvolvimento sustentável e fazer face aos desafios colocados pelas alterações climáticas".

O presidente da China, Hu Jintao, e o primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, enviaram hoje (7) uma mensagem conjunta de felicitações a Obama. “Em uma nova era histórica, desejo que as nossas relações bilaterais, baseadas em uma cooperação construtiva, entrem em nova fase”, diz o texto. “[Nos quatro anos do primeiro mandato de Obama] graças aos esforços comuns das duas partes, as relações China-Estados Unidos registraram progressos significativos.”

O governo de Israel, um dos principais parceiros estratégicos dos Estados Unidos, também encaminhou nota de felicitações. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reiterou que as relações entre os dois países  estão mais fortes do que nunca.

Por intermédio do Twitter, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, chamou Obama de “amigo” e desejou felicidade para os próximos quatro anos. “Calorosas felicitações para o meu amigo @BarackObama”, escreveu. 

O presidente da França, François Hollande, também parabenizou Obama. "É um momento importante para os Estados Unidos, mas também para o mundo", disse em comunicado. "A reeleição é escolha clara em favor de uma América aberta, solidária e plenamente empenhada na cena internacional e consciente dos desafios do planeta: a paz, a economia e o ambiente".

O primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, saudou Obama. Harper disse que se alegra com a perspectiva de trabalhar com o presidente reeleito por mais quatro anos. “Será necessário avançar com as infraestruturas de transporte e de segurança necessárias para levar as relações comerciais bilaterais a novos níveis, assim como aliviar a burocracia, para que as empresas dos dois lados da fronteira possam criar mais empregos”, disse em nota.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, também parabenizou Obama pela reeleição e disse esperar que ele prossiga nos esforços para buscar a paz no Oriente Médio. O apelo ocorre no momento em que palestinos e israelenses intensificaram os embates e disputas territoriais.

Abbas pediu que Obama interfira nas ações das autoridades israelenses, que incentivam a construção de casas para colonos judeus em Jerusalem-Leste e na Cisjordânia. Há informações que o número de casas aumentou com a aproximação das eleições legislativas em Israel, em 22 de janeiro.

"[A expectativa é] que Obama continue os seus esforços para alcançar a paz no Médio Oriente", diz o comunicado publicado pela agência de notícias oficial palestina Wafa. O principal negociador da ANP para a paz, Saeb Erakat, acrescentou que a expectativa é que Obama possibilite a criação do Estado independente e autônomo da Palestina.

"Esperamos que Obama pare imediatamente a colonização [promovida pelo governo de Israel na Faixa de Gaza] e não impeça os palestinos de irem às Nações Unidas para a obtenção do estatuto de Estado não membro, pois a iniciativa salvaguardará o processo de paz e a solução dos dois Estados", disse Erakat.

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, apelou para que ele mantenha o apoio ao desenvolvimento do continente em nota oficial. "A África do Sul espera que os Estados Unidos continuem a desempenhar um papel positivo nessa matéria [o desenvolvimento africano]", diz o texto. "Valorizamos as nossas relações com os Estados Unidos e esperamos que a cooperação seja reforçada nos próximos anos”.

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, esteve recentemente na África do Sul e visitou o ex-presidente Nelson Mandela, símbolo da paz e dos esforços em favor do fim do regime de segregação racial no país. Michelle e Mandela foram fotografados juntos.

Com informações da Agência Brasil