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Governo de transição rejeita investigação sobre morte de ex-presidente da Líbia

por Renata Giraldi, com edição de Graça Adjuto publicado , última modificação 24/10/2011 10h45

Brasília – O ministro da Informação do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mohamed Shaman, anunciou hoje (24) que o governo provisório do país “rejeita qualquer”  investigação internacional sobre as circunstâncias que causaram a morte do ex-presidente Muammar Khadafi, de 69 anos, no último dia 20. Shaman disse que a iniciativa é uma  provocação. “Não vamos nos render a uma provocação internacional sobre esse assunto”, acrescentou.

A versão oficial é que Khadafi e o filho Mutassim morreram durante tiroteio na região de Sirte, cidade natal do ex-presidente. No entanto, vídeos mostram Khadafi e o filho ainda vivos. Também há imagens do ex-presidente sendo abatido por homens e não foram mostradas gravações indicando a troca de tiros.

Para integrantes da comunidade internacional, Khadafi e o filho foram assassinados. Um médico que examinou o corpo do ex-presidente disse que ele morreu em decorrência de um tiro no abdome e não por causa de uma bala na cabeça. Desde a semana passada, os opositores do antigo regime negam extermínio e violência.

O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia não informou ainda sobre as cerimônias de enterro de Khadafi e Mutassim. Os corpos estão em um frigorífico na cidade de Misrata. O governo de transição teme que as cerimônias de enterro dos dois se transformem em manifestação e que o local onde os corpos ficarão seja área de peregrinação.

Fonte: Agência Brasil, com informações da agência Lusa