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Fidel pede que não se negocie com golpistas em Honduras

Em texto publicado na internet, ex-presidente cubano também exige a renúncia dos militares
por Esteban Israel publicado , última modificação 29/06/2009 11h33 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved.
Em texto publicado na internet, ex-presidente cubano também exige a renúncia dos militares

Havana - O ex-presidente de Cuba Fidel Castro pediu que não se negocie com os militares que derrubaram com um golpe de Estado o presidente esquerdista de Honduras, Manuel Zelaya e exigiu a renúncia deles.

Em um texto publicado por volta da meia-noite desse domingo (28) na página oficial da internet cubadebate.cu, Castro recomendou não ceder nenhum milímetro ante os militares e setores da oposição que apoiaram o golpe contra Zelaya para abortar seus planos de buscar a reeleição.

"Com esse alto comando golpista não se pode negociar, é preciso exigir sua renúncia e que outros oficiais mais jovens e não comprometidos com a oligarquia ocupem o comando militar, ou não haverá jamais um governo 'do povo, pelo povo, para o povo' em Honduras", escreveu.

"Os golpistas, encurralados e isolados, não têm salvação possível se se enfrenta com firmeza o problema", acrescentou.Castro, 82 anos, está distanciado do poder desde que ficou doente há quase três anos.

O governo que preside seu irmão Raúl Castro condenou no domingo o golpe contra Zelaya, qualificando-o de brutal.

"A época das ditaduras militares na América Latina já passou", havia dito mais cedo o chanceler cubano Bruno Rodríguez.

Fidel Castro recorda em seu texto que os golpistas não contam com o respaldo dos Estados Unidos, que apoiou muitos golpes de Estado na América Central durante a guerra fria.

"Até a senhora (Secretária de Estado dos EUA, Hillary) Clinton declarou já em horas da tarde que Zelaya é o único presidente de Honduras, e os golpistas hondurenhos nem sequer respiram sem o apoio dos Estados Unidos", escreveu.

Zelaya foi levado à força para a Costa Rica, após ter sido sacado da residência presidencial por militares.

Os golpistas rechaçam seus planos de tentar a reeleição, cujo apoio popular o presidente pretendia medir mediante um frustrado referendo programado para domingo.

Fonte: Reuters

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