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Fifa propõe ingresso "popular" em lugar de meia-entrada

Secretário da Fifa afirma que outros países abriram brechas e autorizaram a venda de cerveja nos estádio durante os jogos. Ele pede que Brasil faça o mesmo.
por Redação da RBA publicado 08/11/2011 17h41, última modificação 08/11/2011 18h54
Secretário da Fifa afirma que outros países abriram brechas e autorizaram a venda de cerveja nos estádio durante os jogos. Ele pede que Brasil faça o mesmo.

Em relação a polêmica da "meia-entrada", Jérôme Valcke sugeriu a criação de uma categoria especial, a categoria 4 com ingresso a preço popular (Foto: Leonardo Prado/ Agência Câmara)

São Paulo – Em audiência pública na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (8), o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, admitiu que a Fifa "não gosta" da ideia de meia-entrada, mas disse que é um problema técnico e não financeiro. Ele admitiu que há possibilidade de ingresso "popular", sugerindo uma categoria especial que teria direito a ingressos a US$ 25 (cerca de R$ 43).

Valcke afirmou que a possibilidade foi discutida em conversa que teve com a presidente Dilma Rousseff para discutir o projeto da Lei Geral da Copa de 2014. Na ocasião, ele disse ter concordado com uma reivindicação da presidente, que era a meia-entrada para maiores de 60 anos, em respeito ao Estatuto do Idoso. Valcke afirmou que a Fifa não quer mexer em leis nacionais. Por isso, ele sugeriu a criação da categoria especial (chamada categoria 4).

A ideia é separar 10% dos ingressos a essa categoria, da qual fariam parte idosos e estudantes. O secretário-geral advertiu, entretanto, que será preciso encontrar uma forma de esses ingressos com preços mais baixos não serem comprados por cambistas nem por pessoas que possam pagar o preço normal. Já o ministro Aldo Rebelo afirmou que não há nenhum impasse que não possa ser resolvido com negociações.

Comércio de cerveja

Sobre a polêmica em abrir ou não uma brecha para venda de cerveja nos estádios durante a Copa, já que no Brasil é proibido, Valcke afirmou que até na Rússia e no Catar, países em que a venda de bebida alcoólica é rigorosamente proibida em estádios, houve uma exceção para a Fifa. “Foi considerado que a Copa é um evento particular e que excepcionalmente o álcool seria comercializado nos estádios”, afirmou.

“Temos esse acordo com nossa parceira Budweiser, de venda de álcool controlada nos estádios. A venda controlada significa, por exemplo, que a cerveja é vendida em copos de plástico e não em garrafas ou latas, que podem ser utilizadas como armas”, disse ele.

Ambulantes

Valcke disse que a Fifa não vai interferir no comércio de ambulantes nas proximidades dos estádios. Ele explicou que haverá um perímetro de segurança de aproximadamente um quilômetro em torno dos estádios, no qual as marcas dos patrocinadores da Copa serão protegidas. Entretanto, segundo ele, essa regra se aplica a empresas e não a vendedores ambulantes.

Com informações da Agência Câmara

 

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