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Música torta

Paulo Barnabé e Patife Band voltam a se apresentar em São Paulo

Show terá participação da Emicaeli e coloca lado a lado ícone da vanguarda dos anos 1980 e a "mais desconhecida banda paulistana", que completa 20 anos de anti-pop
por Redação RBA publicado 18/01/2017 13h28, última modificação 18/01/2017 14h14
Show terá participação da Emicaeli e coloca lado a lado ícone da vanguarda dos anos 1980 e a "mais desconhecida banda paulistana", que completa 20 anos de anti-pop
© Daniela Ometto / Divulgação
Patife Band 2016 (Foto - Daniela Ometto).jpg

Patife Band, com Paulo Barnabé à frente, segue uma das principais representantes da produção musical avessa à indústria fonográfica

São Paulo – Ainda em plena atividade e sem jamais ter feito concessões ao sucesso fácil, a Patife Band, liderada pelo instrumentista, vocalista e performer Paulo Barnabé, volta a tocar em São Paulo nesta quinta (19), na Z Carniceria, palco que vem se firmando como referência para a música autoral na cidade. O show abre a "temporada" de sempre raras apresentações da banda, ícone da cena pós-punk paulista da década de 1980. Na programação, outro representante da "música torta", o grupo Emicaeli, na ativa há 20 anos sendo "a banda mais desconhecida de São Paulo", como afirmam.

A Patife Band foi fundada em 1983 e, desde então, já teve diversas formações. Sua enxuta discografia tem apenas três álbuns – Patife Band (1985), Corredor Polonês (1987) e Ao Vivo (2003), em que a marca é a mistura do erudito com o popular. Ao lado do irmão Arrigo, Paulo Barnabé é especialista em juntar o dodecafônico e a atonalidade ao pop, rock e jazz, além de ritmos brasileiros. O resultado é uma música repleta de elementos experimentais, algum barulho e muita energia. Destaques da obra da banda são os "anti-hits" Tô Tenso e Poema em Linha Reta, que fez parte da trilha sonora do filme Cidade Oculta (1986).

De estilo recluso, Paulo está gravando um novo disco com a Patife Band, trabalhando nos estúdios Zastrás. "A ideia é ir gravando à medida que as músicas ficam prontas. Não temos data para lançar por enquanto, estamos criando", afirmou ao portal ABCD Maior, por conta de uma apresentação em Santo André, no ABC paulista, ano passado.

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Emicaeli, herdeiros da 'música torta' dos anos 1980, tem carreira de 20 anos, cinco álbuns e turnês mundiais

Stoner

Por sua vez, o Emicaeli, com quem a Patife Band se apresenta desde o final de 2015, foi formada em 1996, e apesar de cinco álbuns e de algumas turnês pelo mundo, segue uma ilustre desconhecida para o público brasileiro. A banda revive elementos e ideias da chamada vanguarda paulistana – movimento que teve nos irmãos Barnabé dois de seus principais representantes – como experimentações em punk rock e jazz, atonalismos e tempos musicais incomuns para os ouvidos acostumados à tocada facilmente digerível da indústria fonográfica.

Em novembro, o Emicaeli lançou Pops, quinto álbum "bem torto" de sua discografia e que marcou os 20 anos do grupo, formado por amigos de colégio, em 1996. Paulo Barnabé gravou os vocais em uma das faixas. Em sua divulgação, o grupo anuncia "15 minutos de lapada, ora derretida, ora alerta, com riffs de metal ou com psicodelia induzida".

Os shows da Patife Band e do Emicaeli no Z Carniceria, na Avenida Brigadeiro Faria Lima, 724, Pinheiros, zona sul de São Paulo, começam às 23h, com ingressos a R$ 15.

Ouça Corredor Polonês, da Patife Band:

Assista Emicaeli em Azul Tensão:

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