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Com a Virada Cultural, Haddad quer atrair turismo de lazer em São Paulo

Evento 'não é caro' e continuará sendo 'necessariamente no centro da cidade', afirmou o secretário de Cultura do município, Juca Ferreira
por Sarah Fernandes, da RBA publicado , última modificação 02/05/2013 16h28
Evento 'não é caro' e continuará sendo 'necessariamente no centro da cidade', afirmou o secretário de Cultura do município, Juca Ferreira

Para o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, a Virada Cultural pode ajudar a fomentar economia do município (Foto: Fábio Arantes)

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), que quer que a Virada Cultural aumente o turismo de lazer na cidade. Durante o lançamento da programação desta edição, que será realizada entre dias 18 e 19 deste mês, ele disse que pretende definir antecipadamente a data do evento em 2014 com objetivo de atrair turistas de outros estados. Haverá 120 locais de apresentação que receberão 900 atrações, entre shows, teatro, dança, saraus.

Em 2012, apenas 8% dos 4 milhões de participantes não eram de São Paulo ou da região metropolitana, de acordo com a Secretaria de Cultura de São Paulo. “Este ano já vamos encomendar publicidade do evento fora de São Paulo. Só a notícia de que faríamos isso fez com que operadoras de turismo se adiantassem e já passassem a oferecer pacotes para a cidade na Virada”, afirmou o prefeito. 

“Queremos que pessoas de outros estados, mineiros, gaúchos, cariocas, que queiram conhecer São Paulo ou que gostem da cidade, tenham acesso a pacotes para a Virada por um preço mais baixo”, disse, acrescentando que a edição deste ano será um termômetro “para verificar como o turismo de lazer responde à Virada”.

O secretário de Cultura do município, Juca Ferreira, reforçou que é esperado que o evento fortaleça a atividade econômica do município”, afirmou. “Além do turismo, estamos negociando com a Subprefeitura da Sé para estimular os bares e restaurantes a abrirem e oferecerem seu serviço. Queremos que a Virada, além de cultural, seja econômica.”

Segundo Ferreira, o custo do evento não é alto. "Se você fizer a relação entre o número de pessoas que frequentam (cerca de 4 milhões) e o investimento da prefeitura (R$ 10 milhões), o gasto fica em menos de R$ 3 reais por pessoa." 

As próximas edições devem continuar ocorrendo “necessariamente” no centro da cidade, segundo o secretário. “O conceito da Virada exige convivência. Eu diria que é a grande oportunidade de convivência do paulistano, por isso, é concentrada no centro, o que não nega que a periferia precisa de cultura. Queremos uma programação anual de eventos, de pequeno, médio e grande portes, no centro e na periferia”, disse Ferreira.

Para viabilizar essa iniciativa, o secretário afirmou que pretende criar uma área destinada à produção de eventos na Secretaria de Cultura. Ferreira acredita que a elaboração da programação deste ano tenha sido o ponto de partida para esse projeto, porque foi pensada por uma curadoria de nove especialistas em arte, o que pode motivar a criação de uma área para os eventos.