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Festival Mundial de Artes Negras é lançado na Bahia

Salvador foi escolhida por representar a influência cultural africana. Tema do III Festival Mundial de Artes Negras (Fesman) é o renascimento africano
por anselmomassad publicado , última modificação 25/05/2009 11h10
Salvador foi escolhida por representar a influência cultural africana. Tema do III Festival Mundial de Artes Negras (Fesman) é o renascimento africano

O presidente do Senegal, Abdoulaye Wade, volta ao país para o lançamento do III Fesman (Foto: Roosewelt Pinheiro/ABr)

Nesta segunda-feira (25), em Salvador (BA), é lançado o III Festival Mundial de Artes Negras (Fesman) é o renascimento africano. Até domingo (31), diversas atividades marcam a Semana da África na Bahia. A data é celebrada no mundo todo como Dia da África, instituída pela ONU em 1972, para simbolizar a luta e o combate dos povos do continente africano pela sua independência e emancipação. A escolha da capital baiana para abrigar o evento, no qual o Brasil é país convidado, se deu pelo que a cidade representa para a cultura africana, já que abriga manifestações culturais de tradição daquele continente, além do fato de o país ser o segundo do mundo com maior população negra.

O lançamento do Fesman no Brasil será no Teatro Castro Alves, às 20h, com a presença do presidente Lula, do presidente do Senegal, Abdulaye Wade, dos ministros de cultura dos dois países, ministros da Educação, das Comunicações, do governador do Estado e do prefeito de Salvador. Será lançado também na ocasião, pela Empresa Brasileira de Correios, o Selo Comemorativo da Roda de Capoeira.

Fesman

O III Fesman é fruto de uma ação articulada da União Africana, e será realizado em Dacar, capital do Senegal, em dezembro deste ano. O idealizador do Festival Mundial de Artes Negras, realizado em 1966, foi Léopold Sedar, o primeiro presidente do Senegal pós-independência, que considerava que a cultura é o principal instrumento de integração dos negros, momento de se encontrarem e se reconhecerem e ter a sua auto-estima valorizada. As duas primeiras edições ocorreram em 1966 e 1977. As sucessivas crises econômicas e conflitos regionais são os motivos que levaram ao intervalo de 32 anos desde o último festival.

Foram confirmadas as participações de 50 países africanos e da diáspora para mostrar a influência, as tradições, os costumes e as religiosidades dos povos negros. A organização no Brasil está sob a responsabilidade da Fundação Cultural Palmares, que programa um edital para selecionar a participação de artistas brasileiros. Haverá premiação nas várias categorias artísticas, com prêmios que variam de 5 mil a 15 mil euros, segundo a Fundação.

O evento em Dacar deve contar com artistas consagrados como o estadunidense Steve Wonder, a cantora de Cabo Verde Cesária Évora, os instrumentistas Manu Dibango e Salif Keita, os atores americanos Danny Glover e Sidney Poitier. Nelson Mandela, Wangira Moathar e Gilberto Gil também devem participar. O ex-ministro da Cultura assume ainda a vice-presidência do Comitê Internacional de Orientação do festival.

África na Bahia

As atividades da Semana da África na Bahia se dedicam a divulgar e preservar tradições e costumes das manifestações culturais de matriz africana. Estão programadas apresentações de grupos de arte popular, como Paparutas, do município de São Francisco do Conde, Encourados de Pedrão, Marujada, do município de Saubara, e o Samba de Roda, do município de Santo Amaro, e o cortejo das manifestações culturais de origem africana do Recôncavo Baiano no município de Cachoeira, durante a inauguração da Universidade Fedaral do Recôncavo Baiano.

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