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Carina Vitral: ‘A juventude e os estudantes acenderam a esperança nos nossos corações’

"Do ponto de vista simbólico e do ponto de vista concreto, é o pior governo que a gente poderia ter”, afirma ex-presidenta da União Nacional dos Estudantes
Publicado por Eduardo Maretti, da RBA
21:42
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Luis Macedo / Câmara dos Deputados

“Acho que o único otimismo que a gente pode tirar é da luta da juventude e dos estudantes", afirma Carina

São Paulo – A União Nacional dos Estudantes (UNE) prepara a retomada das manifestações em todo o país para a próxima terça-feira (13), com a expectativa de que as ruas sejam ocupadas novamente por um tsunami estudantil como o que levou milhões de pessoas às ruas em 15 e 30 de maio em cidades de todos os estados e no distrito federal. A entidade tem um novo presidente, Iago Montalvão, que assumiu o posto nesta sexta-feira (9) em São Paulo.

Para a ex-presidenta da UNE Carina Vitral, diante dos ataques à educação e aos princípios democráticos como um todo no país, há pouca margem para otimismo. O movimento estudantil é uma exceção. “Acho que o único otimismo que a gente pode tirar é da luta da juventude e dos estudantes que acenderam a esperança nos nossos corações. Mas, do ponto de vista desse governo, nenhum otimismo. É o pior projeto possível, são as piores declarações. Do ponto de vista simbólico e do ponto de vista concreto, é o pior governo que a gente poderia ter”, diz Carina.

“O governo Bolsonaro elegeu a educação como inimiga. Desde o início ele persegue os professores, fala de forma pejorativa se referindo à luta dos estudantes. Mas a juventude está nas ruas, está na luta, e foi o setor que construiu a maior manifestação contra o governo Bolsonaro até hoje.”

A expectativa é de que na próxima terça os protestos tenham a magnitude exigida pela atual conjuntura. “É a data para a retomada dessa luta. Esse vai ser um semestre de luta em defesa da educação, em defesa das universidades, e tenho certeza que a UNE, junto com os estudantes brasileiros, vão dar sequência a esse legado de luta e a essa história”, conclui Carina.