Livros são armas

Salão do Livro Político celebra Paulo Freire e traz críticas ao desmonte da educação

No contexto da crise do setor editorial e dos retrocessos impostos por Bolsonaro, 5ª edição do evento aponta para a resistência em um momento político adverso

Divulgação
5ª edição do Salão do Livro Político será sediada no Tucarena, na PUC São Paulo

São Paulo –  Na semana que vem, de segunda (27) a quinta-feira (30), será realizada a 5ª edição do Salão do Livro Político no Tucarena, espaço da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), na zona oeste da capital. O evento contará com debates políticos, teóricos e culturais, além de uma feira de livros com o trabalho de mais de 30 editoras de publicações essencialmente políticas.

Considerado um dos eventos mais importante das editoras independentes, esta edição presta homenagem ao patrono da educação brasileira, Paulo Freire, hoje vítima da disseminação de notícias falsas.

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, a editora e fundadora da Boitempo Editorial e idealizadora do evento, Ivana Jinkings, explica que a escolha pelo tema da educação e a homenagem a Paulo Freire se justifica pelo desmonte do setor anunciado pelo governo de Jair Bolsonaro. “A perseguição às universidades e à cultura e o corte de verbas dizem respeito muito diretamente a nós (editoras), aos nossos autores e, claro, ao futuro do país. Um país sem cultura, sem arte e ciência é um país que não tem futuro”, observa Ivana.

O Salão traz ainda uma série de convidados, entre eles o ex-prefeito de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República Fernando Haddad e o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), além de debates para refletir sobre questões como segurança pública, educação, imprensa e a Previdência Social. E pela primeira vez, também serão promovidas atividades culturais com a apresentação de peças de teatro e slams ao público.

Para saber a programação completa do Salão do Livro Político, clique aqui.

Acompanhe também a entrevista na íntegra