sistema atrasado

Especialistas criticam sucateamento da educação em SP durante governo Alckmin

Superlotação de escolas, reforma do ensino médio e desvalorização dos docentes são algumas dos problemas apontados nos últimos 23 anos de PSDB no estado

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Geraldo Alckmin

Alckmin promete que governo federal terá como foco a educação básica, mas, em SP, não deu conta do sistema educacional

São Paulo – O pré-candidato à Presidência da República Geraldo Alckmin promete que seu governo terá como foco a educação básica. Governador de São Paulo durante 12 anos, dos 23 anos de PSDB no estado, é responsável por políticas de sucateamento do sistema educacional paulista, alertam especialistas.

O estado de São Paulo tem mais de 5.400 escolas públicas com mais de 3,7 milhões de alunos na rede estadual. Porém, 15% do ensino médio têm mais de 45 estudantes por sala, um número muito alto, segundo o Conselho Nacional de Educação que prevê até 30 alunos por turma.

Anatalina Lourenço da Silva, professora há 24 anos na rede estadual, confirma essa situação. “Nós temos escolas e salas de aula superlotadas, escolas com estrutura física deteriorada. Isso faz com que um grande número abandonem a educação”, conta ela, em entrevista ao repórter Leandro Chaves, da TVT.

As políticas criadas ao longo das duas últimas décadas contribuíram para piorar o cenário, de acordo com especialistas. A proposta de escola integral, que amplia a jornada escolar, é bastante criticada. “Eles instalam essas escolas em regiões que elas são menos necessárias, elas seriam mais necessárias nas periferias. O Estado precisa subverter a lógica para ter mais igualdades no campo educacional e social”, afirma Fernando Cássio, professor de Políticas Educacionais da Universidade Federal do ABC (UFABC).

Além disso professores veem com preocupação a reforma do ensino médio, que altera as grades curriculares. “O governo de São Paulo age como se a grande salvação da educação no estado. Há dez anos o governo do São Paulo tem um currículo unificado, a base nacional comum vai fazer vai fazer alguma diferença no currículo unificado?”, questiona ele.

A desvalorização do professor também é alvo de reclamações. São Paulo, o estado mais rico do Brasil e com maior número de professores contratados, está apenas na décima posição no ranking nacional de remuneração docente, atrás de estados com muito menos recursos, como Amapá, Acre e Piauí. “A Apeoesp (sindicato dos professores de SP)luta nos últimos 20 anos por um plano de carreira digno, que compreenda educação de qualidade, valorização do profissional e formação continuada”

Para minimizar os problemas, o sindicato dos professores defende a implementação imediata do Plano Estadual de Educação. “Ele dá conta da meta 17, que equaliza o salário dos professores com os profissionais de nível superior. Ele também trata da questão do currículo mais equilibrado e descolonizado, que dê conta de todas e todos que frequentam o ambiente escolar. Por último, a valorização profissional. É um tripé que o próximo governo precisa dar conta”, finaliza Anatalina.

Assista à reportagem do Seu Jornal, da TVT

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