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Professores protestam contra Alckmin: 'Queremos um salário digno'

Profissionais da rede estadual realizam assembleia e reivindicam reajuste salarial. Apeoesp entrou com ação na Justiça para conseguir o aumento de 10,15% e alcançar o piso determinado por lei federal
por Redação RBA publicado 09/03/2018 11h58, última modificação 09/03/2018 13h19
Profissionais da rede estadual realizam assembleia e reivindicam reajuste salarial. Apeoesp entrou com ação na Justiça para conseguir o aumento de 10,15% e alcançar o piso determinado por lei federal
TVT/REPRODUÇÃO
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Categoria fez assembleia no vão livre do Masp para discutir as principais questões da campanha deste ano

São Paulo – Assembleia da Apeoespentidade que representa os professores estaduais de São Paulo,  no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), nesta quinta-feira (8), aprovou a pauta da campanha salarial da categoria neste ano. As principais bandeiras são a luta contra a reforma da Previdência, o reajuste de 10,15% nos salários – obtido na Justiça, mas negado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) – e contra a privatização da educação. A reportagem é da TVT.

Para exigir o cumprimento da decisão judicial sobre o reajuste de 10,15%, a Apeoesp ajuizou uma ação na Justiça, para obrigar o estado  a cumprir uma lei federal que determina um valor mínimo do piso salarial da categoria", explica o presidente da CUT-SP, Douglas Izzo. Os professores acompanham a tramitação de projeto na Assembleia Legislativa. 

O mínimo que deveria ser pago a professores da educação básica da rede pública estadual é R$ 2.298,80. Em São Paulo, porém, a categoria está sem reajuste de 2014. "O governo Alckmin acaba brincando com o professor, Colocou na rede social que tinha dado um aumento. Eu recebo hoje R$ 1.400 e o que o trabalhador faz com esse dinheiro?", lamenta a professora Fernanda Feliciano.

Outros problemas na estrutura educacional paulista também foram levantados s durante a assembleia. "Temos superlotação nas salas, que tem provocado a redução de empregos e da qualidade de ensino. A luta tem uma pauta extensa. Como é uma categoria majoritariamente feminina, por conta do machismo ela sofre muito com uma dupla ou tripla jornada de trabalho", afirma o secretário de Comunicação da Apeoesp, Roberto Guido.

A presidenta do sindicato, Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel, afirmou que 2018 será um ano de luta intensa, principalmente para as mulheres. "Teremos as eleições gerais e a mulher tem de querer fazer parte da política, sim. Ela tem de fazer o debate de qual é o candidato ou a candidata que ela quer ter. Hoje é um dia que demarca a luta em São Paulo para conversarmos sobre um projeto para o estado e para o país."

Assista à reportagem: