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Desemprego atinge 13,8 milhões, aumento de 2,3 milhões em um ano

Embora estável no trimestre, taxa de 13,3% é a maior na série histórica do IBGE para o período encerrado em maio. Emprego com carteira assinada diminui e rendimento fica estável
Publicado por Redação RBA
10:14
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EBC
Desemprego

A procura por emprego tem crescido entre os brasileiros, assim como o trabalho informal

São Paulo – A taxa de desemprego ficou em 13,3% no trimestre encerrado em maio, com estimados 13,771 milhões de desempregados no país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada hoje (30) pelo IBGE. Se em relação ao trimestre imediatamente anterior o instituto aponta estabilidade, na comparação com 2016 a taxa sobe 2,1 pontos percentuais e é a maior da série histórica para o período encerrado em maio. São 225 mil desempregados a mais no trimestre (crescimento de 1,7%) e 2,331 milhões a mais em um ano (20,4%).

A ocupação até cresceu (0,4%) no trimestre, com abertura de 342 mil vagas, mas a procura por trabalho foi maior (0,6%), com 566 mil pessoas a mais no mercado, resultando no acréscimo, arredondado, de 225 mil desempregados. Na comparação anual, 1,170 milhão de pessoas aumentaram a força de trabalho, enquanto o mercado fechou 1,161 milhão de postos de trabalho – atingindo os 2,331 milhões de desempregados a mais no período. O número de ocupados é estimado pelo IBGE em 89,687 milhões.

A pesquisa mostra redução do emprego formal. O total de empregados no setor privado com carteira assinada (33,258 milhões) caiu 1,4% no trimestre (menos 479 mil) e 3,4% em relação a março/maio de 2016 (redução de 1,185 milhão). O total de empregados sem carteira cresce nos dois períodos. A Pnad Contínua, pesquisa domiciliar, não é comparável com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), registro administrativo feito pelo Ministério do Trabalho.

Entre os setores de atividade, cresce a ocupação na indústria, nos serviços de alojamento e alimentação e na administração pública. O emprego cai na construção e fica estável nos demais. Em relação a maio de 2016, o IBGE apura queda na agricultura, na construção e nos serviços domésticos, com alta em alojamento/alimentação. Indústria e comércio permanecem estáveis.

O rendimento médio (R$ 2.109) manteve-se estável em ambas as comparações, assim como a massa de rendimentos (R$ 184,4 bilhões).