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Vendas do varejo crescem 0,5% em julho

O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o responsável pela principal contribuição à taxa , segundo IBGE
por Thais Leitão publicado 15/09/2009 13h13, última modificação 15/09/2009 13h14
O segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi o responsável pela principal contribuição à taxa , segundo IBGE

Rio de Janeiro - As vendas no comércio varejista cresceram 0,5% em julho em relação aos dados do mês anterior, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada nesta terça-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa a terceira taxa positiva nesse tipo de comparação. Em relação ao mesmo período do ano passado, houve alta de 5,9% no volume de vendas.

Entre os meses de janeiro e julho, o comércio acumula expansão de 4,7% em relação ao resultado do mesmo período de 2008. No acumulado de 12 meses encerrados em julho, o aumento foi de 5,8%.

De acordo com o levantamento, a receita nominal de vendas (que inclui a inflação) subiu 0,5% na passagem de um mês para o outro. Em relação à de julho de 2008, a alta foi de 9,4%.

Segundo o IBGE, o segmento de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo – com variação de 10,1% em relação aos dados de julho do ano passado – foi o responsável pela principal contribuição à taxa global do varejo. O IBGE destaca que o resultado foi influenciado pelo aumento do poder de compra da população em função do crescimento da massa de rendimento dos ocupados (4,1% em relação à de julho de 2008, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego), além da estabilização dos preços do setor.

Ao todo, houve aumento no volume de vendas, nessa base de comparação, em seis das oito atividades pesquisadas. Entre elas também estão artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria e cosméticos (13,4%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (9,6%); e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,9%).

O levantamento também mostra que caíram as vendas de combustíveis e lubrificantes (-4,2%) e tecidos, vestuário e calçados (-2,1%).

Na passagem de um mês para outro, a pesquisa do IBGE aponta como principais resultados as expansões observadas em livros, jornais, revistas e papelaria (4,2%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria e cosméticos (3,8%). Ao todo, houve alta em quatro das oito atividades.

O levantamento revela ainda que o volume de vendas no comércio varejista ampliado (que inclui o desempenho do setor de veículos, motos, material de construção no varejo) registrou queda de 6% em relação ao resultado de junho e de 4,2% para a receita nominal. As vendas de veículos e motos caíram 10,4% na passagem de um mês para o outro e as de material de construção, 1,3%.

Em relação aos dados do mesmo período do ano anterior, houve alta de 0,9% no volume vendas e de 1,0% na receita nominal, refletindo, de acordo com o IBGE, os resultados da política de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que incentivou as vendas de automóveis, prejudicadas a partir do último trimestre de 2008 pelas restrições de crédito. Nessa base de comparação, as vendas de veículos, motos, partes e peças tiveram queda de 4,9% e de material de construção, de 12,5%.

A análise regional revela que 22 estados registraram variações positivas no volume de vendas do comércio varejista na comparação entre os meses de julho dos dois anos. As altas mais significativas foram observadas no Piauí (20,0%), em Sergipe (19,0%), em Alagoas (10,8%), no Ceará (10,5%) e em Rondônia (9,1%).

Fonte: Agência Brasil

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