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Prefeitura de São Paulo adia concessão do Pacaembu em um mês

É a segunda prorrogação feita por Bruno Covas em dez dias. Prefeito já havia postergado edital que privatizava cinco parques da cidade

DÁRIO OLIVEIRA/FOLHAPRESS
Pacaembu

Prefeitura já foi criticada por optar pela privatização do estádio, em vez de criar políticas públicas de utilização do espaço

São Paulo – O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), adiou em um mês a licitação da concessão do estádio do Pacaembu. A abertura dos envelopes estava prevista para esta quarta-feira (18), mas ficou para o dia 16 de agosto. A prorrogação visa atender recomendações do Tribunal de Contas do Município (TCM) para que o processo de privatização do mais tradicional estádio de futebol e centro de treinamento poliesportivo da cidade possa ser completado sem interrupções judiciais.

Com o adiamento, Covas repete a estratégia tomada na concessão de cinco parques da cidade, entre eles, o Ibirapuera. No último dia 7, ele suspendeu a abertura de envelopes, pois o projeto, ainda apresentado no pacote de desestatização do ex-prefeito João Doria, apresentava problemas.

Entre as principais mudanças no edital estão a alta do valor mínimo de outorga para R$ 37 milhões – no começo do ano, seria R$ 12,4 mi, e em maio, subiu para R$ 36 mi. Além da elaboração de um anexo que trata de regras para os usuários do estádio.

O prazo de concessão ficou mantido em 35 anos, mas o texto passou a especificar que os contratos de prestação de serviços se referem exclusivamente ao Pacaembu, sem envolver outros equipamentos municipais da pasta de Esportes e Lazer.

gestor de projetos da Rede Nossa São Paulo Américo Sampaio, já havia dito à RBA que os projetos da gestão tucana para a privatização da cidade iriam cair, por sua má elaboração. “O desenho foi mal feito para que o Doria pudesse mais atender a uma agenda eleitoral, do que melhorar a cidade. Acho que todo esse processo vai acabar na Justiça”, disse ele.