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Famílias que ocuparam área na zona sul de SP pedem diálogo e prometem manifestações

Caso moradores não consigam reunião com a prefeitura e com o governo federal, atos devem começar ainda nesta semana, diz MTST
Publicado por Redação RBA
12:21
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©robson ventura/folhapess
ocupação paraisópolis

Terreno ocupado é vizinho de mansões no Morumbi

São Paulo – As 650 famílias que ocuparam um terreno da União em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, na última sexta-feira (23), prometem iniciar manifestações ainda nesta semana caso não sejam recebidas por representantes da prefeitura ou do governo federal, afirmou o coordenador estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, à Rádio Brasil Atual.

“Não há nenhuma reunião marcada. Nem a prefeitura nem a União, que é proprietária do terreno, nos procuraram. Se não fizerem qualquer contato nós vamos ter que fazer manifestações para buscar interlocução”, disse na entrevista. “Se não houver retorno do poder público, nesta semana ainda vai haver manifestações.”

A ocupação, batizada pelos moradores como Faixa de Gaza, divide o distrito de Paraisópolis da região mais rica do distrito do Morumbi. “O nome é exatamente pelo fato do local ficar entre a favela e as mansões. É uma zona de conflito. O muro da ocupação dá com uma casa com piscina e quadra de tênis”, disse Boulos.

Os moradores pretendem iniciar um cadastro das famílias que estão no local. “Elas vivem em condições precárias de habitação, tendo que no fim do mês fazer a dura escolha entre pagar aluguel ou comprar algum mantimento”, disse o coordenador. Na ocupação há pelo menos 200 crianças.

“A situação ainda está difícil. As pessoas estão em barracos de lona, muito pequenos e ainda estamos tentando viabilizar abastecimento de água”, disse. “Estamos montando uma cozinha comunitária e os alimentos vêm de doações dos próprios moradores.”

Ouça a entrevista da Rádio Brasil Atual.

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