Violência

No Rio, Paes condena vandalismo e defende manifestações democráticas

Parte do sambódromo da Marquês de Sapucaí foi destruído durante manifestação de ontem

Tomaz Silva/ABr
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Paes: “Preciamos diferenciar para não permitir que esses atos de vandalismo ocorram na cidade”

São Paulo – Após a noite de ontem (20) ser marcada por depredação no centro do Rio de Janeiro, o prefeito da cidade, Eduardo Paes (PMDB), condenou o vandalismo, classificou as atitudes como isoladas e praticadas por grupos minoritários. As declarações foram dadas durante uma coletiva de imprensa, na manhã de hoje (21).

“Não tenho dúvida de que a maior parte das pessoas que foi ontem mais uma vez para as ruas buscava garantir manifestação pelos seus direitos com boas intenções. Mas há grupos que são minoria, que infelizmente, pela sua atitude de vandalismo, acabam marcando de forma negativa o movimento, que é democrático”, disse Paes. “A gente precisa diferenciar para não permitir que esses atos de vandalismo ocorram na cidade.”

Uma série de lojas e de prédios públicos foram depredados, incluindo um pedaço do sambódromo da Marquês de Sapucaí. “A Praça 11, local de muita tradição, onde nasce o samba, foi completamente depredada”, lamentou Paes. A violência resultou em 62 pessoas feridas, sendo oito guardas municipais em serviço.

Segundo o prefeito, 98 semáforos foram danificados. Ao todo, 31 placas de transito foram destruídas ou roubadas, 62 abrigos de ônibus foram completamente destruídos e 52 relógios públicos foram depredados, assim como 46 placas de identificação de ruas e 340 lixeiras. Após o vandalismo uma viatura da Polícia Militar carioca foi destruída e mais sete carros particulares foram depredados.

“Não há necessidade de destruir o patrimônio público para reforçar sua opinião. Vivemos em um país democrático, onde a imprensa é livre, mas tem que ter limites. Isso aconteceu no Itamaraty e em outras prefeituras”, disse. “Não podemos admitir que atos de vandalismo venham comprometer manifestações democráticas.”

A chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Martha Mesquita da Rocha, que também concedeu uma coletiva de imprensa durante a manhã de hoje, afirmou que a Corporação está analisando imagens para identificar os responsáveis, como ocorreu em São Paulo.