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Greve na USP: reitores reabrem negociações

Funcionários afirmam que querem conversar, mas apenas quando a Polícia Militar deixar o campus
por João Peres, da RBA publicado 15/06/2009 18h21, última modificação 15/06/2009 18h25
Funcionários afirmam que querem conversar, mas apenas quando a Polícia Militar deixar o campus

A Guarda Universitária cerca a Reitoria para evitar que o prédio volte a ser ocupado, como ocorreu em 2007 (Foto: Paula Sacchetta)

Os reitores das universidades estaduais paulistas decidiram nesta segunda-feira (15) reabrir as negociações com professores e funcionários. Uma reunião está marcada para esta terça (16) com os representantes do Fórum das Seis, que reúne docentes e trabalhadores de USP, Unesp e Unicamp. Segundo a assessoria da reitora da USP, Suely Vilela, trata-se de uma primeira conversa para avaliar se é possível retomar as negociações salarial e das reivindicações das categorias.

Atualmente, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) é presidido por Suely Vilela, que enfrenta oposição dos sindicatos de classe intensificada depois que a Polícia Militar reprimiu uma manifestação dentro da Cidade Universitária. A Unicamp e alguns setores da Unesp paralisaram atividades em solidariedade ao movimento da USP.

O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) afirmou que quer retomar as negociações paralisadas em 25 de maio, mas sem a presença de policiais no campus. A reportagem conversou com funcionários que optaram por manter prédios fechados nesta segunda-feira porque viaturas continuam circulando pelas ruas da Cidade Universitária.

De acordo com o diretor do Sintusp, Aníbal Cavali, o convite é bem-vindo, porque quem decidiu interromper as conversas foi a própria reitoria. “Estamos querendo  de fato a negociação e como é apenas uma reunião que vai dar a possibilidade de reabertura das negociações, passa a ser algo positivo”, explica ao Jornal Brasil Atual.

Passeata

A passeata programada para esta terça-feira foi adiada para esta quinta-feira (18), segundo os organizadores, para que os funcionários e estudantes do interior poassam participar do ato. Ela deve ser mantida independentemente dos resultados da reunião.

A concentração ocorre no vão livre do Masp, na avenida paulista. De lá os grevistas seguirão para o largo São Francisco, onde, segundo o diretor do Sintusp Aníbal Cavali, um ato será feito contra a presença da polícia na universidade além de outras questões.

“Vamos também utilizar esse momento para fazer a denúncia do diretor da Faculdade de Direito, João Grandino Rodas”, avisa. O docente é apontado como autor da resolução aprovada no Conselho Universitário que autoriza a entrada da polícia no campus da USP.

a manhã de terça foi adiada, segundo os organizadores, para que os funcionários e estudantes do interior poassam participar do ato.

Apenas por algumas horas

A juíza Maria Aparecida Vieira Lavorini, da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo, revogou no fim da tarde desta segunda a liminar que ela mesmo havia concedido ao ex-servidor da USP Claudionor Brandão, demitido no ano passado.

A Universidade havia sido comunicada da decisão durante a manhã e rapidamente a assessoria jurídica ingressou com um recurso que reverter a decisão que determinava a reintegração de Brandão aos quadros da instituição. A volta do funcionário é uma das principais reivindicações dos trabalhadores, que querem também um aumento de 16% e a incorporação de R$ 200 a todos os salários.

Com informações do Jornal Brasil Atual

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