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Operários de Jirau se dividem sobre rumo da greve; Santo Antônio mantém paralisação

Devido a impasse, trabalhadores de Jirau (RO) devem participar de votação secreta amanhã para opinar sobre a paralisação. Santo Antônio entra no sexto dia de mobilização
por Redação da RBA publicado 26/03/2012 16h49, última modificação 27/03/2012 11h41
Devido a impasse, trabalhadores de Jirau (RO) devem participar de votação secreta amanhã para opinar sobre a paralisação. Santo Antônio entra no sexto dia de mobilização

São Paulo – Os operários das obras da usina hidrelétrica de Jirau, em Porto Velho, se dividiram sobre o rumo da paralisação e não entraram em consenso durante assembleia na manhã de hoje (26). Uma votação secreta foi requisitada pelos trabalhadores, que continuam em greve pelo menos até amanhã (27), quando deve sair uma decisão. Na usina de Santo Antônio, também no Rio Madeira (RO), a paralisação foi mantida ante rejeição da última proposta feita pelas empreiteiras de aumento de 5% nos salários.

"Por enquanto, os trabalhadores estão parados. Acredito que só amanhã teremos um resultado da assembleia, até porque depende da empresa. Vamos tentar conversar com eles", disse Raimundo Soares, diretor do Sindicato dos Empregados da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticerro). Em Jirau, a greve começou no dia 12 de março e, em Santo Antônio, na última terça-feira (20). Os dois movimentos foram considerados ilegais pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região, sob multa diária de R$ 200 mil ao sindicato.

Entre os itens reivindicados estão o reajuste salarial de 30%, aumento no valor da cesta básica de R$ 170 para R$ 350, plano de saúde e cinco dias de folga a cada 70 trabalhados. Embora as pautas de reivindicações dos operários das duas obras sejam iguais, as paralisações têm motivos diferentes. Na usina de Jirau, os trabalhadores da Enesa Engenharia, uma das integrantes do consórcio Energia Sustentável do Brasil, decidiram pela greve por causa das más condições de trabalho no canteiro, como falta de segurança e precariedade nos alojamentos. A eles se somaram os funcionários da Camargo Corrêa, que se queixam da questão salarial. 

As empresas afirmam que a decisão dos funcionários em parar o trabalho nas usinas foi feita sem prévia negociação, além de acusarem os manifestantes das duas obras de atos de vandalismo. A Secretaria de Segurança, Defesa e Cidadania de Rondônia (Sesdec) chegou a pedir reforço da Força Nacional para atuar na área.

Outra assembleia será feita ainda hoje na usina Santo Antônio com os funcionários do turno da noite. Amanhã (27) os representantes do sindicato e das empresas Furnas, Andrade Gutierrez, Odebrecht e Cemig - que controlam usina do Rio Madeira - terão audiência de conciliação no TRT de Rondônia.

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