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Mobilização

PT reafirma candidatura Lula 'para combater o aprofundamento do golpe'

Segundo Gleisi, ex-presidente Lula reitera prazo para que o Ministério Público apresente provas contra ele até 15 de agosto, quando deve ocorrer o registro oficial da sua candidatura
por Redação RBA publicado 09/07/2018 15h20, última modificação 09/07/2018 17h25
Segundo Gleisi, ex-presidente Lula reitera prazo para que o Ministério Público apresente provas contra ele até 15 de agosto, quando deve ocorrer o registro oficial da sua candidatura
Ricardo Stuckert
Lula

Candidatura Lula vai ser registrada com "grande ato popular" no dia 15 de agosto em Brasília

São Paulo – O PT, junto a movimentos sociais e centrais sindicais, prepara uma série de atos e mobilizações em defesa da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da sua candidatura. O anúncio foi nesta segunda-feira (9) pela senadora e presidenta do partido, Gleisi Hoffmann, após encontro do Conselho Político da legenda em São Paulo, que discutiu medidas a serem tomadas, após o "conluio" entre Polícia Federal, o juiz Sérgio Moro e desembargadores do TRF4 que impediram a soltura de Lula no domingo (8). 

"Consideramos extremamente grave o que aconteceu ontem e reiteramos que vamos registrar o presidente Lula no dia 15 de agosto, porque consideramos que ele tem condições de enfrentar esse golpe e desmontar a pauta contra o povo brasileiro, contra os direitos trabalhistas, contra os mais pobres", afirmou a senadora, que também é presidenta nacional da legenda. A candidatura Lula também vai lutar pela soberania do país, contra a venda de estatais e seus ativos, como governo Temer tenta fazer com a Petrobras e a Eletrobras. 

Segundo ela, as manobras jurídicas contra Lula representam o "aprofundamento do golpe" que é promovido pelo sistema financeiro, parte do sistema Judiciário, a imprensa tradicional e pela direita contra os direitos do trabalhador brasileiro. 

"A soltura de Lula e sua candidatura representam o enfrentamento a esse golpe. Representa retomar a democracia no país e retomar a pauta de direitos do povo trabalhador. Por isso a insistência em não deixar Lula sair da cadeia. Por isso a insistência em não querer que Lula seja candidato, porque eles sabem que Lula vai enfrentar essa situação", disse Gleisi, após a reunião que contou com a presença de lideranças petistas de todo o Brasil. 

Dois dias antes do Dia Nacional de Luta pelo Brasil, por Lula Livre, Inocente e Presidente, a ser realizado em Brasília, no momento da oficialização da candidatura de Lula, o PT promete lançar, no dia 13 de julho, um documento com 13 propostas para tirar o Brasil da atual crise econômica. No mesmo dia, as centrais sindicais realizarão uma plenária nos arredores do TRF4, em Porto Alegre.

No dia 16, haverá um "ciclo de debates" com juristas que analisarão a legalidade da candidatura do ex-presidente. "Não aceitaremos que submetam sua candidatura a situações diferentes do que até agora a Justiça Eleitoral e o STF determinaram em relação a todas as demais candidaturas."

Gleisi disse que, até lá, o PT vai reforçar as mobilizações pela liberdade de Lula, com a coleta de assinaturas em abaixo-assinados, além da leitura nas casas legislativas de todo o país (assembleias estaduais e câmaras municipais) da carta em que o ex-presidente Lula denuncia as arbitrariedades cometidas contra ele pelo sistema de Justiça brasileiro.

A presidenta do PT anunciou também que parlamentares, movimentos sociais e a Associação Juristas pela Democracia (AJD) deverão entrar com representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o juiz Sérgio Moro e os desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores, e outra na corregedoria da Polícia Federal, para que apurem ilegalidades cometidas no conluio que impediu a libertação de Lula. "O governo brasileiro tem que explicar por que a PF não cumpriu uma decisão judicial."

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