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'perseguição'

Nova denúncia contra Lula é 'leviana e sem pé nem cabeça', diz defesa

Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, diz que a falta de provas da acusação mostra que ex-presidente não é dono do sítio de Atibaia
por Redação RBA publicado 23/05/2017 11h24, última modificação 23/05/2017 11h34
Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, diz que a falta de provas da acusação mostra que ex-presidente não é dono do sítio de Atibaia
Heinrich Aikawa/Instituto Lula
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'Depois de dois anos, a Lava Jato não conseguiu demonstrar que Lula seja dono do sítio', diz defesa

São Paulo – O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ontem (21) nova denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando-o de corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo as obras do sítio de Atibaia, no interior de São Paulo. Em nota, a defesa de Lula diz que é uma acusação "sem pé nem cabeça", além de ser "leviana" e mostrar a "obsessão do MPF em persegui-lo".

Segundo a denúncia, Lula e outras 12 pessoas também foram denunciadas, entre elas Fernando Bittar, proprietário do sítio. A defesa diz que a falta de provas da acusação reconhece que Lula não é dono de imóvel em Atibaia. 

A peça apresentada aguarda decisão do juiz Sérgio Moro se vai aceitar, ou não, a denúncia. Em vídeo divulgado no Facebook, Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula, diz que a acusação, pela sua inépcia e incorreção, só pode ser rejeitada por qualquer juiz imparcial que a analise. "É uma denúncia frívola e sem provas. Depois de dois anos de investigação, a Lava Jato não conseguiu demonstrar que Lula seja dono do sítio."

A Procuradoria acusa agora o ex-presidente de ter recebido R$ 1,02 milhão de reais por meio das obras do sítio feitas pela Odebrecht, OAS e Schanin. 

"A peça da equipe de Deltan Dallagnol relaciona, de forma aleatória e sem provas, contratos na Petrobras com os quais Lula não tem relação, com reformas feitas em 2010 sem o conhecimento do ex-presidente, em uma propriedade que não é de Lula, e que, segundo depoimentos de delatores, não foram feitas em contrapartida por nenhum contrato público, muito menos na Petrobras", diz a defesa.