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Para Itaquerão ser acessível, Alckmin promete reduzir intervalo entre trens

Ao inaugurar relógio que faz contagem regressiva para a Copa do Mundo, daqui mil dias, governador paulista disse que composições do metrô vão circular a cada 82 segundos
por jessicasouza publicado 16/09/2011 13h55, última modificação 16/09/2011 16h31
Ao inaugurar relógio que faz contagem regressiva para a Copa do Mundo, daqui mil dias, governador paulista disse que composições do metrô vão circular a cada 82 segundos

Alckmin, Ronaldo, Kassab e Andrés Sanchez na inauguração do relógio que faz contagem regressiva para a Copa de 2014 (Foto: Luis H. Blanco/ News Free/ Folhapress)

São Paulo - No evento comemorativo de mil dias antes da Copa do Mundo de 2014, sexta-feira (16), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu apertar ainda mais o intervalo entre trens para a competição. A mudança deve ocorrer especialmente nas linhas que chegam à região de Itaquera, na zona leste da capital paulista, onde estão as obras do estádio em que se pretende realizar as partidas do Mundial de Futebol.

As mudanças são uma forma de oferecer números de mobilidade que sustentem a escolha de São Paulo como sede do jogo de abertura. Apesar da necessidade de construir do zero um estádio, desprezando opções já erguidas, que demandariam apenas reformas, o governador justifica a escolha justamente pelos serviços de transporte.

Na prática, ele admite que a cidade tem poucas opções para deslocamento da população. "É difícil um local em São Paulo que tenha metrô e trem próximos, simultaneamente", disse Alckmin.

Em relação ao andamento das obras, o secretário Especial de Articulação para a Copa do Mundo, Gilmar Tadeu Ribeiro Alves, 12% das obras do estádio do Corinthians já estão concluídas. Alckmin por sua vez afirma que tudo está programado para terminar em novembro de 2013, oito meses antes do início da competição, por segurança. "São Paulo está preparada para receber a Copa, vai ser um polo de desenvolvimento para a zona leste", disse.

Entre as obras a que o tucano se refere, não há menção a novas vias de transporte. Haverá investimentos no sentido de intensificar o fluxo de trens nas vias que circulam pela região. Até 2013, o objetivo é colocar mais 47 carros na Linha 3 - Vermelha, da Companhia do Metropolitano (Metrô), diminuindo intervalo entre trens a 82 segundos – atualmente, são 101 segundos.

Na Linha 11 - Coral, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a promessa é de 72 carros a mais, com redução de cinco para três minutos de intervalo entre viagens. Alckmin e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (ex-DEM, a caminho do PSD), foram pela via da estação Luz até Itaquera.

A linha funcionará como Expresso-Copa, sem paradas. O percurso levou 19 minutos para ser percorrido nesta sexta-feira. A promessa é que, durante a Copa, não ocorram paradas realizadas atualmente, reduzindo em dois minutos o tempo de viagem.

Somados, os dois modais devem alcançar até 120 mil passageiros por hora – 80 mil no metrô e 40 mil nos trens. Segundo Alckmin, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) exige, das cidades sede, capacidade de dar vazão a 50 mil pessoas por hora. Alckmin não citou números de circulação por automóveis e ônibus, e tampouco mencionou intervenções rodoviárias na região.

Sede

Kassab foi questionado pelos jornalistas sobre a escolha da capital paulista como sede do Mundial. Segundo ele, a definição oficial será anunciada apenas daqui dois meses, pela Fifa. "As coisas são assim, por isso estamos preocupados com o legado que vamos deixar para a zona leste e para a cidade", disse o prefeito.

"Poderemos não ter a abertura, mas nós teremos", asseverou. Ele mostrou-se confiante por causa da "disposição" da Fifa, da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do governo federal. "Faremos o máximo para que, no dia da decisão, a cidade seja escolhida, sem menosprezar as outras (que reivindicam a partida de abertura)."

A prefeitura divulgou a informação de que um termo de cooperação foi assinado pelo prefeito e pelo secretário municipal de Trabalho, Marco Cintra, com a Odebrecht, empreiteira responsável pelas obras. Serão oferecidos cursos de requalificação na área de construção civil dos operários do Itaquerão com recursos da administração da capital.