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Em dez anos, regiões pesquisadas têm 1,3 milhão de desempregados a menos

Número de trabalhadores com carteira assinada atingiu quase metade dos ocupados. Em 2003, eram 40%
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado 31/01/2013 09h22, última modificação 31/01/2013 12h57
Número de trabalhadores com carteira assinada atingiu quase metade dos ocupados. Em 2003, eram 40%

São Paulo – Em um período de dez anos, de 2003 a 2012, as seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE teve redução de 48,7% no total de desempregados. O número de pessoas desocupadas caiu de 2,608 milhões para 1,338 milhão. O total de ocupados aumentou 24% em dez anos, com acréscimo de 4,4 milhões de postos de trabalho. Na média do ano, a população ocupada chegou a 23 milhões de pessoas. A PEA (população economicamente ativa) aumentou 15% em dez anos, para 24,3 milhões.

A pesquisa mostrou crescimento da formalização no mercado. O percentual de trabalhadores com carteira assinada em relação ao total de ocupados passou de 39,7%, em 2003, para praticamente metade (49,7%) no ano passado. A participação das mulheres entre os ocupados, que ficou estável de 2011 para 2012 (de 45,4% para 45,6%), cresceu 43% em relação a 2003.

Também continua crescendo o contingente de trabalhadores que contribuem para a previdência. Eram 61,2% em 2003 e agora chegam a 72,8%.

De 2003 a 2012, o rendimento médio cresceu 27,2%, passando de R$ 1.409,84 para R$ 1.793,96.

A pesquisa mostra que continuam existindo disparidades entre trabalhadores homens e mulheres e entre brancos e negros. Na média do ano passado, as mulheres recebiam 72,7% do rendimento dos homens (R$ 1.489,01, ante R$ 2.048,34). O rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda (classificação do IBGE) correspondia a 56,1% dos de cor branca (R$ 1.255,92 e R$ 2.237,14). Essa proporação foi de 54,2% em 2011 e era bem menor em 2003 (48,3%). Em dez anos, o rendimento dos trabalhadores de cor preta ou parda cresceu 46%, e o dos trabalhadores de cor branca, 26%.

A massa de rendimentos mensal foi estimada em R$ 41,5 bilhões, na média anual. Houve crescimento de 6,2% ante 2011 e de 57% na comparação com 2003.