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Taxistas estão confiantes em relação à proibição do Uber; votação ocorre nesta tarde

Cerca de 5 mil motoristas se dirigiram à Câmara para pressionar vereadores a aprovarem projeto de lei que proíbe transporte remunerado em casos particulares
Publicado por Redação RBA
15:17
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Fotoarena/Folhapress
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Segundo sindicato, taxistas sofreram uma queda no faturamento de 30% no mês de julho, comparado com 2014

São Paulo – Taxistas estão confiantes na proibição do uso de carros particulares para transporte remunerado. Na tarde de hoje (9), a Câmara dos Vereadores de São Paulo votará em segundo turno o Projeto de Lei 349/2014, de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB). Se o projeto for aprovado, o aplicativo Uber será banido na cidade.

Segundo o secretário-geral do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores nas Empresas de Taxi (Simtetaxi-SP), Carlos Laia, a entidade faz uma grande articulação para a aprovação do PL. “O Simtetaxi mostrou aos vereadores e ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que existe uma regulamentação, e só estamos pedindo que se cumpra a lei. Portanto, 40 vereadores já assumiram a coautoria do projeto, e o vereador Adilson Amadeu está representando muito bem a nossa categoria. Então, será aprovado tranquilamente.”

Em junho, a Câmara aprovou em primeiro turno, com 48 votos a favor, o veto do aplicativo. Laia afirma que o Uber atua de forma ilegal e desleal. “Nossa preocupação é a ilegalidade do serviço, já que existe uma legislação e eles não querem se regulamentar. Também estão favorecendo o transporte clandestino, ou seja, acham que qualquer um pode levar passageiros, mas existe uma regulamentação e algumas exigências que nós cumprimos, então eles também têm que acatar, porque se torna uma concorrência desleal.”

Em vídeo publicado pela Câmara Municipal, o autor do projeto afirma que a tecnologia é positiva, porém, o serviço é ilegal, pois não atende às regulamentações. “O carro é ilegal porque não é cadastrado no DTP (Departamento de Transporte Público), onde o taxista tem que passar uma vez ao ano para fazer vistoria do carro, não passa pelo Ipem, não tem alvará e nem licença de taxista.”

Laia diz que no mês de julho houve uma queda de 30% do faturamento, comparado com o mesmo período no ano anterior. “Foi o pior resultado dos últimos 14 anos, porque além das férias, a concorrência desleal contribuiu mais.”

Para Laia, o Uber não precisa ser proibido, apenas regulamentado. “Se eles quiserem se regulamentar, respeitar a legislação e trabalhar como taxi legal não há problema algum. Nós somos contra o transporte clandestino que eles estão favorecendo.”

Segundo o sindicato, cerca de 5 mil taxistas se dirigiram para a Câmara, para pressionar os vereadores a aprovarem o PL 349/2014.

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