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Professores do Distrito Federal encerram greve, após 52 dias

por Redação da RBA publicado 02/05/2012 17h07, última modificação 02/05/2012 18h11

São Paulo – Os professores da rede pública de ensino do Distrito Federal decidiram em assembleia na manhã de hoje (2) suspender a greve e retomar as atividades a partir de amanhã (3). Os trabalhadores aceitaram acordo negociado entre representantes do sindicato da categoria (Sinpro-DF), e do governo do Distrito Federal, com mediação da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Distrito Federal, e da Universidade de Brasília, além de deputados distritais. Porém, eles vão permanecer mobilizados até a próxima assembleia da categoria, em 14 de junho, às 15h30, na praça do Buriti, em frente à sede do governo. A paralisação durou 52 dias.

Segundo nota do Sindicato dos Professores (Sinpro-DF), os trabalhadores vão analisar o andamento das negociações e o comportamento do governo até a próxima assembleia. “Foi consenso na assembleia que a proposta apresentada, embora distante do compromisso assumido com a categoria em abril de 2011, garante avanços em pontos importantes da estrutura da carreira. Pesou ainda o fato de que o governo está se comprometendo não apenas com nossa categoria, mas também com as bancadas parlamentares do Distrito Federal e com entidades civis que assinaram o documento”,  informou a entidade sindical. Pelo acordo negociado, o governo se compromete, entre outros pontos, a elevar o valor do abono saúde de R$ 110 para R$ 200 a partir de junho.

Os trabalhadores também aprovaram cronograma de mobilização, com plenária para discutir parâmetros do calendário letivo pós-greve no próximo sábado (5) e reunião de delegados sindicais no dia 13 de junho, ambos na sede do Sinpro. 

Pressão

Na última quinta-feira (26 de abril), um grupo de aproximadamente 80 professores ocupou o sexto andar do anexo do Palácio do Buriti, onde fica a Secretaria de Administração, para pressionar o governo do Distrito Federal a reavaliar as contrapropostas apresentadas pela categoria. O governo condicionou a retomada das negociações ao fim da greve e à desocupação do prédio, que ocorreu no mesmo dia.

Uma semana antes, em julgamento de 20 de abril, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), considerou a greve legal, mas determinou que 80% da categoria retornasse ao trabalho. O Sinpro-DF entrou com recurso para a revisão da decisão e questionou a aplicação da multa diária de R$ 45 mil, caso o percentual de funcionários não fosse cumprido.

Com informações da Agência Brasil

 

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