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Ministério Público acusa grife de roupas Gregory de manter mão de obra escrava

Marca famosa argumenta não ter conhecimento do problema nas oficinas. Empresa tem até dez dias para assinar termo de conduta
por Redação da RBA publicado 18/05/2012 15h29, última modificação 18/05/2012 15h42
Marca famosa argumenta não ter conhecimento do problema nas oficinas. Empresa tem até dez dias para assinar termo de conduta

São Paulo – O Ministério Público do Trabalho (MPT) acusa a grife de roupas Gregory de manter funcionários bolivianos em condições análogas à escravidão. A empresa está sob investigação desde que a fiscalização da regional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) flagrou em agosto do ano passado os funcionários nas oficinas em São Paulo trabalhando por jornadas superiores a 12 horas e por motivo de servidão de dívidas. O caso estava sendo mantido em sigilo.

A Gregory argumenta que não é a fabricante direta das peças e não tinha conhecimento dos problemas, servindo de alerta para evitar novos casos que envolvam fornecedores de sua rede. Entretanto, de acordo com o MPT, a cadeia produtiva como um todo é responsável pela ocorrência de trabalho escravo e degradante. A empresa recusou-se no início do mês a assinar o Termo de Ajuste de Conduta (TAC) e pode ser alvo de ação civil pública caso não apresente uma solução num prazo de 10 dias.

Durante as operações no ano passado no caso Zara – que também foi autuada por manter mão de obra escrava –, os auditores fiscais encontraram peças com etiquetas da Gregory nas mesmas oficinas, além de roupas de outras grifes famosas.

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