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Metroviários e ferroviários avaliam entrar em greve integral em cinco capitais

A categoria está em greve há 15 dias e a CBTU não ofereceu nenhuma proposta até o momento
por vanessaramos publicado , última modificação 28/05/2012 13h51
A categoria está em greve há 15 dias e a CBTU não ofereceu nenhuma proposta até o momento

São Paulo – Os trabalhadores do metrô de Recife e Belo Horizonte e das ferrovias de João Pessoa, Maceió e Natal, com data-base em 1º de maio, estão em greve há 15 dias contra a decisão da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) de não reajustar os salários e rever as reivindicações da categoria. Agora, os trabalhadores estudam a possibilidade de restringir o esquema feito para atender à população em horários de fluxo intenso. 

Na última quarta-feira (23), os dirigentes sindicais dos cinco estados participaram de reunião em Brasília com a presença de representantes da empresa, do assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, José Lopes Feijóo, e de representantes dos ministérios do Planejamento e das Cidades. Segundo o presidente Paulo Roberto Pasin, da Federação Nacional dos Metroviários (Fenametro), não houve nenhum acordo firmado quanto às reivindicações da categoria. “Na ocasião, foi aberto apenas um canal de negociação e a CBTU se comprometeu a chamar os sindicatos para formalizar algum tipo de proposta”, afirma.

A empresa não fez contato até o final da última semana e a categoria nos estados, em assembleia no último 25, decidiu pela manutenção da greve. Em nota, o Sindicato dos Metroviários de Minas Gerais (Sindimetro-MG), afirma que haverá nova assembleia amanhã (29), na qual avaliarão a possibilidade de paralisação integral.

Segundo Pasin, a situação mostra que a categoria não tem sido tratada com o devido respeito e o problema de transportes não está apenas em São Paulo. “Isso é mais uma demonstração de que a CBTU e o governo federal não estão preocupados com a situação dos trabalhadores e da população nessas cidades porque a greve já dura 15 dias e nada foi proposto”, afirma Pasin.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão a participação nos lucros ou resultados (PLR), 5,13% de reposição da inflação, 10% de aumento real, plano de carreira, gratificação por passageiro transportado e plano de saúde integral.

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