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Assembleia de professores de São Paulo nesta 5ª define greve para 2010

Para Apeoesp, quinta-feira (26) é o "Dia do Basta". Professores reivindicam reajuste salarial de 27,5%; fim da promoção por mérito que contempla 20% de docentes; fim da prova dos admitidos em caráter temporário e concurso público classificatório
por suzanavier publicado , última modificação 24/11/2009 18h55
Para Apeoesp, quinta-feira (26) é o "Dia do Basta". Professores reivindicam reajuste salarial de 27,5%; fim da promoção por mérito que contempla 20% de docentes; fim da prova dos admitidos em caráter temporário e concurso público classificatório

Salas de aula podem começar 2010 vazias. Assembleia decide sobre greve (Foto: Divulgação/Sxc.hu)

O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) realiza  assembleia nesta quinta-feira (26) com indicativo de greve para o primeiro dia do ano letivo de 2010. A categoria protesta contra falta de reajuste salarial, programa de promoção por mérito que exclui 80% dos docentes e prova para temporários.

Os professores prometem ficar em assembleia enquanto a direção da entidade reúne-se com o secretário Estadual de Educação, Paulo Renato Souza. “Os professores não aguentam mais a ausência de uma política salarial. Este é o dia do basta”, aponta Maria Izabel Azevedo Noronha, presidente da Apeoesp.

Segundo a dirigente sindical, se não houver negociação com o secretário, o ano letivo de 2010 não vai começar. “Não podemos mais aceitar um governo excludente. No início de 2010, não vai ter um professor sequer em sala de aula”.

Cerca de 2.500 delegados, representantes dos 645 municípios do estado, aprovaram indicativo de greve, durante a 4ª Conferência Estadual de Educação, realizada no início de novembro, no interior de São Paulo.

A Apeoesp também vai propor um boicote à avaliação instituída pela lei 1097/09, que promove até 20% da categoria, se o governo estadual tiver recursos. “Ele (governo) criou uma política de reajuste salarial, chamada de promoção por mérito, que exclui pelo menos 80% dos professores. Isso desorganiza os salários, acaba com a isonomia salarial e arrebenta de vez a carreira”, critica Maria Izabel.

Em entrevista à Rede Brasil Atual, a representante dos professores acusou o governo do estado de tratar de forma truculenta os docentes da rede pública de ensino. “Ele nos trata como coisas. Somos pessoas e formamos pessoas”, denuncia.

Entre as principais reivindicações da categoria estão reajuste salarial de 27,5%; 6% das perdas de 2009; incorporação de duas gratificações, com extensão aos aposentados; fim da política excludente de "promoção por mérito"; fim da "provinha" dos admitidos em caráter temporário; garantia de direitos e concurso público classificatório.

A assembleia acontece na Praça da República, região central da cidade de São Paulo, a partir das 14 horas.

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