TERROR SEM FIM

Massacre de Israel na Faixa de Gaza já beira as 35 mil mortes, dizem palestinos

Contagem deste domingo do Ministério da Saúde do território contabilizou pelo menos 48 vítimas fatais e mais 79 feridos nos ataques do governo sionista de Benjamin Netanyahu

(Marius Arnesen/flickr/arquivo)
(Marius Arnesen/flickr/arquivo)
Estima-se que há cerca de 8 mil soterrados

São Paulo – Já beira 35 mil o número de palestinos mortos no massacre que Israel espalha pela Faixa de Gaza desde outubro do ano passado. Neste domingo (21), o Ministério da Saúde do território divulgou a morte de pelo menos mais 48 pessoas, fazendo com que o total de vítimas fatais atinja 34.097. O comunicado cita também ao menos 79 feridos, levando essa cifra para 76.980.

Do total de mortos, pelo menos 14.685 são crianças e 9.670 são mulheres. De acordo com a Telesurtv, estima-se, ainda, que aproximadamente 8 mil pessoas seguem sob escombros de edificações bombardeadas diante das dificuldades de resgate, seja pela falta de recursos, seja pelos incessantes ataques israelenses.

Jan Yunis

O porta-voz da defesa civil da Faixa de Gaza, Mahmoud Basal, afirmou que as equipes de resgate encontram mais de 50 corpos espalhados pela cidade de Jan Yunis, ocupada pelo exército sionista de Benjamin Netanyahu até o dia 7 de abril. Basal disse, sempre de acordo com a Telesurtv, que os corpos foram enterrados pelos israelenses em valas comuns. O porta-voz acrescentou que as buscas por desaparecidos seguem e que dezenas de corpos forma destruídos pelos soldados invasores.

Apoio dos EUA

O parlamento dos Estados Unidos aprovou no sábado (20) uma ajuda militar de US$ 17 bilhões, ou R$ 88 bilhões, para Israel. O pacote prevê também US$ 9 bilhões, cerca de R$ 46 bilhões, para ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Após o anúncio, o governo de Benjamin Netanyahu afirmou que aprovação do suporte militar “envia uma forte mensagem aos inimigos”, de acordo com o Opera Mundi.

Dois dias antes, na quinta-feira (18), os Estados Unidos vetaram o reconhecimento do Estado da Palestina como membro pleno da Organização das Nações Unidas (ONU). A decisão foi tomada pelo Conselho de Segurança, onde os estadunidenses têm poder total de veto sobre qualquer resolução. Ao todo, 15 membros votaram, sendo que 12 foram a favor e dois abstiveram-se.



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